Mais de 20 pessoas ainda aguardam receber valores referentes a um golpe envolvendo uma loja de veículos em Teresina. As primeiras denúncias foram registradas em abril e o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 2 milhões.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou que recebeu apenas parte do valor da venda do carro, o que levantou suspeitas.
“Está me prejudicando a falta desse dinheiro, precisamos de uma resolução o mais rápido possível”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, os clientes deixavam os automóveis na loja e acertavam previamente o valor da negociação. No entanto, os veículos eram vendidos por preços menores e o dinheiro não era repassado integralmente aos proprietários.

O administrador da empresa, José de Andrade Maia Filho, declarou que a loja reconhece a responsabilidade e que já foram firmados 11 acordos, mas os pagamentos seguem pendentes devido a um bloqueio judicial.
“Tem negociações que ainda não foram feitas. A polícia pediu a prisão preventiva da negociadora não sócia, que fez esses atos”, afirmou.
🔍Negociadora não sócia é uma pessoa contratada ou de fora da empresa que ajuda a fechar acordos sem ter parte ou cotas no negócio.
O inquérito foi concluído com o indiciamento de Gláucia Laiane por estelionato, apropriação indébita qualificada e falsificação ideológica. O empresário foi reconhecido pela polícia como vítima da fraude.
A defesa de Gláucia, representada pelo advogado Elson Rego, afirmou que o indiciamento não significa culpa e que a polícia está rastreando os valores para identificar os destinatários.
“A senhora Gláucia informa que não recebeu nenhum valor de forma fraudulenta. O dinheiro em sua conta é referente a salário e comissões”, disse o advogado.
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