O aumento dos casos de câncer de intestino em pessoas com menos de 50 anos tem preocupado médicos e acendido um alerta para a importância do diagnóstico precoce. Embora a doença ainda seja mais frequente em pessoas acima dessa faixa etária e naquelas com fatores hereditários, mudanças no estilo de vida, como obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada, também estão entre os fatores de risco.
No entanto, alguns pacientes fogem desse perfil, mostrando que a doença também pode atingir pessoas jovens e sem fatores de risco aparentes.
“Ninguém está preparado para um diagnóstico desses, até porque quem está de fora, quem nunca teve, vê o câncer como uma sentença, um fim de linha”, relata o cantor e compositor Danilo Martins, de 30 anos, diagnosticado com câncer de intestino.
Mesmo sem consumir bebidas alcoólicas, fumar ou levar uma vida sedentária, Danilo recebeu o diagnóstico após perceber que o corpo estava dando sinais. Os primeiros sintomas foram azia, refluxo e a presença de sangue nas fezes por cerca de seis meses, sinais que muitas vezes podem ser confundidos com problemas menos graves e acabar adiando a procura por atendimento médico.
Para o coloproctologista Rodrigo Napoleão, qualquer alteração persistente deve ser investigada, principalmente quando foge do habitual.
“Tem várias maneiras de fazer a prevenção. A principal é a colonoscopia, mas existem outras opções. Por isso, é importante conversar com o médico”, orienta o especialista.
Além da realização dos exames indicados, hábitos saudáveis também ajudam a reduzir o risco da doença. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e estar atento aos sinais do próprio corpo são atitudes que podem favorecer o diagnóstico precoce.
Médicos reforçam que sintomas como sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal e perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados, independentemente da idade.
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