24 de agosto de 2026

Polícia investiga se moradores danificaram carro de suspeito de agressão em condomínio de Teresina

Delegada afirma que testemunhas estão sendo ouvidas e que imagens mostram também moradores arremessando garrafas e tijolos contra o veículo do suspeito

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A Polícia Civil do Piauí instaurou um inquérito para investigar a confusão registrada na última sexta-feira (21) em um condomínio da zona Leste de Teresina, que terminou com uma jovem de 18 anos ferida após uma discussão envolvendo o uso de som na área de lazer. A informação foi confirmada pela delegada Amanda Bezerra, titular do 11º Distrito Policial, responsável pela apuração do caso.

Segundo a delegada, além das denúncias de ameaça, injúria e lesão corporal apresentadas por uma das vítimas, as investigações também analisam imagens que mostram moradores arremessando garrafas e tijolos contra o veículo do homem apontado como autor das agressões.

“Foi instaurado o inquérito para a gente analisar todos os fatos que aconteceram naquela situação. Estamos colhendo as notícias das testemunhas, ouvindo as pessoas que estavam presentes no local”, afirmou Amanda Bezerra.

Defesa de suspeito alega que arma era de brinquedo. Polícia analisa. (Foto: montagem / reprodução)

De acordo com a delegada, uma das vítimas já compareceu à unidade policial e realizou exame de corpo de delito. Ela relatou ter sido alvo de ameaças, injúrias e agressões durante a confusão.

Outro ponto que está sendo investigado é o objeto utilizado pelo suspeito durante a confussão, com características de arma de fogo.

“Ela alegou que o autor dos fatos portava um instrumento similar a uma arma de fogo, que a gente ainda não sabe se de fato era uma arma de fogo. Estamos em fase de investigação ainda”, explicou.

VÍDEOS NA INVESTIGAÇÃO

Amanda Bezerra informou que vídeos encaminhados à Polícia Civil foram anexados ao inquérito e serão analisados durante a investigação.

Segundo a delegada, as imagens mostram que o tumulto não se limitou às agressões denunciadas inicialmente.

“Foi também juntado aos autos um vídeo que retrata os moradores portando garrafas, tijolos e jogando no veículo do autor”, destacou.

A delegada ressaltou que a apuração buscará identificar a conduta de todos os envolvidos e que eventuais crimes serão analisados individualmente.

“Nós não vivemos uma sociedade de talião, olho por olho, dente por dente. A gente vive uma sociedade civil organizada. Não existe compensação de culpas no direito penal; então, você não pode praticar um crime a pretexto de que outra pessoa esteja cometendo um crime”, afirmou.

Ela acrescentou que a responsabilização dependerá da participação de cada pessoa nos fatos.

“Todos irão responder na medida das suas culpabilidades, que vão ser analisadas após serem colhidas todas as informações e trazidas aos autos”, completou.

ENTENDA O CASO

A confusão ocorreu após uma discussão envolvendo o volume do som em uma confraternização realizada na área de lazer do condomínio.

Nicole Castro, de 18 anos, denunciou ter sido agredida por um morador identificado como Daniel Macêdo, de 43 anos. Segundo a jovem, ela foi atingida na testa por um objeto semelhante a uma arma, sofrendo um corte com sangramento.

Nicole afirma que o desentendimento começou em um grupo de WhatsApp do condomínio, após reclamações sobre o barulho. Ela relata que o som chegou a ser desligado, mas as discussões continuaram.

Conforme o relato da jovem, o morador teria retornado ao local portando um objeto semelhante a uma arma e passado a agredir alguns participantes da confraternização. Ao tentar registrar a situação com o celular, ela afirma que teve o aparelho tomado e arremessado ao chão antes de ser atingida.

O caso foi registrado inicialmente na Casa da Mulher Brasileira pelos crimes de ameaça, lesão corporal, constrangimento ilegal, posse irregular de arma de fogo e violência doméstica contra a mulher.

DEFESA NEGA

Em nota, a defesa de Daniel Macêdo contesta a versão apresentada pela jovem. Segundo os advogados, o morador teria acionado a polícia para reclamar do barulho e, ao retornar para o apartamento, foi cercado por cerca de 15 pessoas que participavam da festa.

A defesa sustenta que ele e seu veículo foram atacados com pedras e garrafas e nega que o homem estivesse armado. Ainda de acordo com os advogados, o objeto visto nas imagens seria uma arma de brinquedo.

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