A Polícia Civil do Piauí ampliou as investigações sobre o caso do homem preso suspeito de abusar sexualmente da própria filha, atualmente com 11 anos. Além dos crimes já relatados pela criança, os investigadores apuram se a irmã mais nova dela, que tinha entre 4 e 5 anos na época, presenciou os abusos e se também teria sido vítima do suspeito.
“Na casa moravam o pai, a mãe, a criança, que na época em que se iniciaram os fatos tinha 10 anos, e a irmã dela, de 4 ou 5 anos. Na presença dela, teoricamente, conforme a narrativa do procedimento, estariam ocorrendo esses abusos sexuais”, afirmou o delegado.
O delegado informou que essa parte do caso ainda está sendo apurada e que a criança poderá ser submetida a exame de corpo de delito, além da realização de oitivas.
As denúncias chegaram à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) por meio de informações compartilhadas pela escola da menina e pelo Conselho Tutelar. A partir dos relatos coletados, a polícia reuniu elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva.

De acordo com a investigação, a menina teria relatado à mãe que sofreu atos libidinosos praticados pelo pai em dezembro de 2025. A mulher teria confrontado o suspeito, que confessou os abusos e afirmou que não voltaria a cometê-los. Contudo, segundo a apuração policial, os crimes teriam se tornado mais frequentes em 2026.
“Os fatos se intensificaram, culminando em conjunção carnal, conforme os relatos do procedimento. Por conta disso, foi feito relatório, oitiva especializada aqui na delegacia e entenderam pela decretação da prisão preventiva, cumprida hoje”, disse.
O delegado Tales Gomes relatou ainda que o homem ameaçava a filha e dizia que só deixaria de cometer os abusos quando a engravidasse.
“As ameaças eram no sentido de que ele só iria parar de cometer aqueles atos quando engravidasse a criança. São coisas em que só acreditamos porque vimos no procedimento”, disse o delegado.
Com o avanço da investigação, o homem chegou a deixar Teresina. O mandado de prisão foi cumprido na sede da DPCA.
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