
Se você trabalhou entre 1971 e 1988, pode haver dinheiro esperando para ser resgatado. Um novo lote dos valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep começa a ser pago nesta sexta-feira (25), e a rodada contempla trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até 31 de agosto.
O valor médio disponível é de R$ 2,8 mil por pessoa, embora a quantia varie de acordo com o período trabalhado e o salário recebido na época. E quem ainda não fez a solicitação pode consultar se tem dinheiro a receber. O pedido pode ser feito pela internet, por meio do aplicativo do FGTS, ou presencialmente em uma agência da Caixa Econômica Federal.
Quem fizer o pedido de ressarcimento até a próxima quarta-feira (30) terá o pagamento previsto para 26 de outubro. Mas há um prazo que merece atenção: os valores que não forem solicitados até setembro de 2028 serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
Como saber se você tem dinheiro esquecido
A consulta é feita pelo Repis Cidadão, plataforma criada pelo Ministério da Fazenda para facilitar a consulta e o resgate dos valores do antigo PIS/Pasep.
Também é possível verificar as informações pelo aplicativo do FGTS. Para consultar pelo Repis Cidadão, siga os passos:
- Acesse o site do Repis Cidadão.
- Clique em “entrar com gov.br”.
- Informe seu CPF e senha e autorize o acesso.
- Digite o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário.
- Clique em “pesquisar”
Caso existam valores disponíveis, a plataforma mostrará as orientações para dar continuidade ao processo.
Para acessar o Repis Cidadão, é necessário ter uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Não sabe o número do PIS ou NIS?
O NIS é o Número de Identificação Social, uma sequência de 11 dígitos utilizada em diferentes registros do governo.
O número do NIS e do PIS é o mesmo. A diferença está na forma como cada cadastro é gerado: o NIS é criado quando a pessoa passa a utilizar benefícios sociais, enquanto o PIS é gerado quando o trabalhador assina a carteira de trabalho pela primeira vez.
O número pode ser encontrado em diferentes canais:
Extrato do FGTS: o PIS aparece em um dos contratos registrados no aplicativo.
Cartão Cidadão: o NIS fica logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão.
Meu INSS: o número aparece como NIT na área de dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h.
CadÚnico: o NIS pode ser consultado pelo site do CadÚnico ou pelo aplicativo, após o preenchimento das informações pessoais.
Como pedir o ressarcimento?
Depois de confirmar a existência dos valores, o trabalhador pode solicitar o ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS.
No aplicativo, é necessário fazer login, acessar a opção “mais”, selecionar “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as instruções para anexar os documentos exigidos.
Para o próprio beneficiário, basta apresentar um documento oficial de identificação.
Já os herdeiros precisam apresentar documentação específica. São aceitos:
– Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte;
– Declaração de dependentes habilitados à pensão, emitida pelo órgão responsável pelo pagamento do benefício;
– Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, desde que sejam
capazes e estejam de acordo, autorizando o saque e declarando que não existem outros dependentes ou sucessores conhecidos.
Quando o dinheiro será depositado?
Após o pedido, a Caixa analisa a solicitação e encaminha as informações ao Ministério da Fazenda.
O pagamento é feito diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de uma conta poupança social digital, conforme o calendário estabelecido pelo governo.
O lote que começa a ser pago nesta sexta-feira (25) é destinado a quem solicitou o ressarcimento até 31 de agosto.
Já quem fizer o pedido até 30 de setembro terá o pagamento previsto para 26 de outubro.
O que acontece se o dinheiro não for sacado? Quem tem valores disponíveis precisa ficar atento ao prazo.
O ressarcimento deve ser solicitado até setembro de 2028. Depois desse período, os recursos serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, e o trabalhador perderá a possibilidade de sacar os valores.
De onde vem esse dinheiro?
Os valores não têm relação com o abono salarial PIS/Pasep pago atualmente.
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Na sequência, foi criado o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), destinado a servidores públicos civis e militares e baseado no mesmo princípio.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram reunidos em um único fundo, o Fundo PIS-Pasep.
O fundo deixou de funcionar em 1988, quando foi substituído pelo sistema do abono salarial existente atualmente.
Em 2020, as cotas que ainda não haviam sido sacadas foram transferidas para o FGTS. Três anos depois, os recursos foram encaminhados para uma conta única do Tesouro Nacional.
Desde então, a Caixa disponibiliza o ressarcimento para trabalhadores que ainda possuem valores esquecidos.
Atenção para não confundir com o abono salarial
O pagamento do antigo fundo PIS/Pasep é diferente do abono salarial atual.
O abono funciona como uma espécie de 14º salário e pode chegar ao valor de um salário mínimo. Ele é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa.
Neste ano, têm direito ao benefício as pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2023 e receberam até dois salários mínimos por mês, desde que também cumpram as demais regras do programa.
Já o dinheiro que começa a ser liberado nesta sexta-feira corresponde às cotas do antigo fundo PIS/Pasep, destinadas a trabalhadores que tiveram recursos vinculados ao programa entre 1971 e 1988.
Por isso, quem trabalhou nesse período ou é herdeiro de alguém que trabalhou pode consultar o Repis Cidadão para descobrir se existe algum valor disponível.
Com informações do g1
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