27 de setembro de 2026

Planos de saúde passam a ser obrigados a cobrir DIU hormonal para pacientes com endometriose

Nova regra da ANS entra em vigor em 1º de outubro e garante cobertura do dispositivo e do procedimento de inserção para casos específicos da doença

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Dispositivo Intrauterino (DIU). (Foto: reprodução)

Pacientes com endometriose que possuem plano de saúde passarão a ter direito à cobertura obrigatória do DIU hormonal pelas operadoras. A medida foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e começa a valer a partir de 1º de outubro.

A mudança foi oficializada por meio da Resolução Normativa nº 680, publicada em 18 de setembro de 2026, que altera o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, lista que define os tratamentos e procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

Segundo a ANS, a cobertura será garantida nos casos em que a paciente apresente contraindicação ao uso de anticoncepcionais orais combinados ou quando não houver adesão a esse tipo de tratamento.

A nova regra inclui não apenas o fornecimento do dispositivo intrauterino, mas também o procedimento de inserção realizado por profissional habilitado.

COMO O DIU AJUDA NO TRATAMENTO

O DIU hormonal libera no organismo o levonorgestrel, um hormônio sintético que atua diretamente no útero. Entre os principais benefícios para pacientes com endometriose está a redução do fluxo menstrual e das cólicas intensas, sintomas frequentemente associados à doença.

De acordo com informações da ANS, o método pode provocar a interrupção da menstruação em até 60% das usuárias. Nas pacientes que continuam menstruando após a colocação do dispositivo, o fluxo costuma se tornar significativamente menor.

A redução dos ciclos menstruais contribui para o controle dos sintomas da endometriose e pode melhorar a qualidade de vida das mulheres que convivem com dores pélvicas e sangramentos intensos.

O QUE É A ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero. A condição pode provocar dores intensas, alterações menstruais, desconforto durante relações sexuais e dificuldades para engravidar.

Com a inclusão do DIU hormonal na cobertura obrigatória dos planos de saúde, pacientes que necessitam desse tipo de tratamento terão mais uma opção terapêutica garantida pela saúde suplementar.

Com informações da Agência Brasil


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