28 de setembro de 2026

Cinco pessoas são presas em operação contra grupo que planejava matar delegados no Piauí

De acordo com as apurações, o grupo passou a planejar os atentados após sofrer prejuízos em operações policiais que atingiram o tráfico de drogas no Norte do Piauí.

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Cinco pessoas foram presas, nesta segunda-feira (28), durante uma operação da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) contra um grupo investigado por planejar a execução de dois delegados no estado. Ao todo, dez investigados são alvos da ação, e parte dos suspeitos presos já se encontrava recolhida no sistema prisional.

A investigação aponta ainda que integrantes da organização continuavam exercendo funções de comando mesmo dentro do sistema prisional, com ordens transmitidas por intermediários em liberdade.

Segundo a SSP, a organização criminosa teria estruturado um plano milionário para cometer os atentados. Cerca de R$ 1 milhão teria sido destinado à contratação de atiradores de outro estado, compra de armas, veículos e preparação de imóveis para dar suporte às ações.

Entre os alvos da operação estão integrantes apontados como membros da alta hierarquia da organização criminosa. A ação também tem desdobramentos internacionais, com diligências realizadas na Bolívia e no Uruguai, com apoio da Interpol.

As investigações foram conduzidas pelo serviço de inteligência da SSP e pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). De acordo com as apurações, o grupo passou a planejar os atentados após sofrer prejuízos em operações policiais que atingiram o tráfico de drogas no Norte do Piauí.

Um dos episódios citados é uma apreensão realizada em Bom Princípio do Piauí, onde aproximadamente uma tonelada de entorpecentes, principalmente cocaína, foi encontrada enterrada em recipientes e tambores em uma propriedade rural.

Segundo a SSP, os integrantes da organização atribuíram as perdas financeiras às ações das forças de segurança e passaram a articular os ataques. O trabalho de inteligência identificou uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, definição de executores, movimentação de recursos e planejamento logístico.

As apurações também apontam que os suspeitos monitoravam a rotina de um dos alvos e acompanhavam compromissos públicos considerados oportunidades para a execução dos atentados.






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