O número de crianças e adolescentes que desenvolvem problemas de saúde mental relacionados ao uso excessivo de jogos eletrônicos e plataformas de apostas tem aumentado nos últimos anos. Especialistas alertam que a dependência digital pode provocar sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, isolamento social, dificuldade de concentração e queda no rendimento escolar.
Além disso, o acesso cada vez mais precoce a esses conteúdos tem ampliado a preocupação de pais e profissionais de saúde.
Em entrevista à Rede Clube, o médico psiquiatra Vicente Gomes explicou que o tratamento deve envolver acompanhamento especializado, participação da família e o estabelecimento de limites para o uso de dispositivos eletrônicos.
“O detalhe não está no tempo que a criança, que o adolescente joga, tem acesso, mas o que está comprometendo que aquela criança, adolescente deixa de fazer para estar jogando. Está comprometendo o sono? Está comprometendo seu rendimento na escola? Ele está passando muito tempo na tela e deixando de ter contato com família, com os amigos?”, esclareceu.
O especialista destacou que a identificação precoce dos sinais de dependência é fundamental para evitar o agravamento do quadro e reduzir os impactos emocionais e comportamentais causados pelo uso compulsivo de jogos e apostas.
“Alteração de comportamento, criança que tinha um bom desempenho, esse desempenho teve uma queda. Aquela criança que está com aparência de sonolenta, antes ela não estava. [É preciso] entrar em contato com a família, saber o que está acontecendo para promover uma ajuda necessária, para que aquela criança ou adolescente possa conseguir ter uma evolução boa, um dia a dia tranquilo”, analisou.
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