O advogado eleitoralista e criminalista Carlos Douglas, que defende o vereador Valdemir Virgino (PRD), afirmou que o dinheiro apreendido na ação da Polícia Federal (PF) seria utilizado para o pagamento de militantes que trabalhavam na campanha. O parlamentar foi preso pela PF na noite de sábado (3), véspera do 1° turno das eleições.
Também foram presas outras 17 pessoas, dentre elas o irmão do parlamentar. Dos alvos da ação, 16 pagaram fiança e foram liberados no início da madrugada. O vereador foi transferido da sede da PF para a Central de Flagrantes, na zona Sul de Teresina, por volta das 2h deste domingo (4).

Em entrevista à TV Clube, Carlos Douglas explicou que o vereador foi autuado pelo artigo 299 do Código Eleitoral, que trata sobre a compra de votos, e por associação criminosa.
“Pessoas que estavam lá estavam para receber valores em decorrência de trabalhos de militância. Eu não posso adiante o mérito porque já cheguei lá no momento do flagrante, quando estavam sendo colhidos os depoimentos. Basicamente, foi essa a história que me foi passada, que esses valores não seriam destinados à compra de voto”, destacou.

Foram apreendidos cerca de R$ 40 mil em espécie em uma clínica, que seria ligada à esposa do vereador. Ela não foi alvo da operação da Polícia Federal. A outra pessoa que também permanece presa trabalha no gabinete do parlamentar e não teve a identidade revelada.
“Eles estão aqui, mas esperando que sejam encaminhados lá para a Central de Inquérito para que lá se faça, então, a audiência de custódia”, explicou o advogado.
Biografia
Valdemir Virgino tem 63 anos e é natural de Parnarama, no estado do Maranhão. Atualmente, cumpre o quinto mandato consecutivo na Câmara de Teresina e foi reeleição em 2024, com 6.052 votos pelo PRD. Ele foi eleito pela primeira vez em 2008.
Ao longo da carreira política, também foi titular na Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM), em 2010.
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