
A Prefeitura de Teresina ampliou, nesta segunda-feira (6), o público-alvo da vacina Pneumo 20, imunizante que oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças graves como pneumonia e meningite. Com a mudança, pessoas com 85 anos ou mais já podem receber a dose em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) da capital.
A aplicação da vacina é coordenada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que segue as orientações do Ministério da Saúde. Até então, o imunizante era destinado a crianças menores de cinco anos, pessoas com condições clínicas específicas e idosos acamados ou residentes em instituições de longa permanência.
Segundo a coordenadora de vacinação da FMS, Emanuelle Dias, a ampliação permitirá que todos os moradores de Teresina com 85 anos ou mais tenham acesso à vacina. A orientação é que o idoso apresente documento de identificação e o cartão de vacinação no momento do atendimento.
De acordo com a FMS, o histórico vacinal é fundamental para que os profissionais avaliem cada caso individualmente. Isso ocorre porque a Pneumo 20 passa a ser incorporada em um cenário de transição envolvendo outras vacinas pneumocócicas utilizadas anteriormente, como as versões 10, 13, 15 e 23-valente.
“Como estamos em um momento de transição com as vacinas semelhantes que eram administradas anteriormente (pneumo10, pneumo23, pneumo15 e pneumo13), o profissional da sala de vacina precisa do histórico vacinal para avaliar e adaptar de acordo com cada situação”, pontuou Emanuell.
Redução de casos graves
Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) apontam que a vacinação tem contribuído para a diminuição das doenças causadas pelo pneumococo. Desde a introdução da vacina pneumocócica 10-valente na rede pública, em 2010, houve queda entre 55% e 60% dos casos de doença pneumocócica invasiva em crianças menores de dois anos.
No mesmo grupo, a redução dos registros de meningite pneumocócica ultrapassou 65%. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, os índices apresentaram diminuição entre 20% e 30%.
A FMS reforçou que a imunização continua sendo a principal forma de prevenção contra as formas mais graves dessas doenças, contribuindo para reduzir internações, sequelas e mortes associadas às infecções provocadas pela bactéria.
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