
O vereador de Teresina, Valdemir Virgino (PRD), deixou a prisão na manhã desta terça-feira (6). Ele estava preso desde sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições de 2026, suspeito de compra de votos e associação criminosa.
Na saída do 24º Distrito Policial (DP), na zona Sudeste da capital, local onde o parlamentar estava detido, Valdemir Virgino concedeu entrevista rapidamente à imprensa. Ele disse que a situação foi um equívoco e que os fatos já foram esclarecidos.
“Para mim, foi um mal-entendido, mas já foi esclarecido. É tanto que eu estou saindo pela frente. Quero agradecer todas as pessoas que fizeram as suas orações. Eu tenho muita fé em Deus”, afirmou.
Antes de deixar a delegacia, o vereador Valdemir Virgino informou que na quarta-feira (7) deverá conceder uma entrevista coletiva de imprensa, na Câmara Municipal de Teresina.
Ao todo, foram presas 18 pessoas pela Polícia Federal. Além disso, foram apreendidos materiais de campanha eleitoral, mais de R$ 40 mil em espécie acondicionados em pacotes, documentos, listas e anotações com informações de eleitores.
Medida cautelar
Conforme a decisão da decisão da juíza Keylla Raniere Lopes Teixeira Procópio, Valdemir Virgino está proibido de manter contato com os outros 17 nomes envolvidos no caso e não poderá sair de Teresina sem prévia autorização da magistrada.
“Houve a concessão de liberdade provisória para que eles respondam em liberdade, cumprindo somente duas medidas cautelares: a primeira delas é não se comunicar com todos aqueles envolvidos, ao todo 18 pessoas, e também não se ausentar do distrito da cúpula”, afirmou o advogado do vereador, Carlos Douglas, em entrevista à TV Clube.
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