
A cabo da Polícia Militar do Maranhão Juliana dos Santos Menezes morreu após ser atingida por um tiro na cabeça dentro de um carro, na tarde de quarta-feira (07), em Imperatriz, no Maranhão. O principal suspeito do crime é um empresário que estava com a policial no veículo e que também morreu após o ocorrido.
De acordo com informações do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM), Juliana e o empresário estavam dentro de um carro nas proximidades da BR-010 quando o disparo foi efetuado. Testemunhas relataram que os dois teriam discutido antes do crime.
Após atingir a policial, o homem teria assumido a direção do veículo e seguido em direção à rodovia. Segundo a PM, cerca de 200 metros depois, ele atirou contra si mesmo enquanto ainda conduzia o automóvel.
Na sequência, o carro se envolveu em um acidente de trânsito com outro veículo. O empresário não resistiu aos ferimentos e também morreu.
Um vídeo gravado por uma testemunha mostra a movimentação no interior do veículo logo após o tiro. Nas imagens, o homem aparece mudando Juliana do banco do motorista para o banco do passageiro antes de deixar o local.
O autor da gravação, identificado como Herbert, informou que começou a filmar após ouvir o disparo. Em outro vídeo divulgado posteriormente, ele afirmou que acompanhou o carro de motocicleta após o ocorrido, mantendo distância por segurança. Segundo o relato, ele não conseguiu intervir porque o suspeito estava armado.
POLÍCIA INVESTIGA MOTIVAÇÃO
A perícia confirmou que a cabo foi atingida na cabeça. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso e tenta esclarecer a motivação do crime.
Juliana dos Santos Menezes era mãe de dois filhos e integrava o 3º Batalhão da Polícia Militar. Ela atuava no Núcleo de Atenção Psicossocial da corporação, ligado à Diretoria de Saúde e Promoção Social.
Em nota, a Polícia Militar do Maranhão lamentou a morte da policial e destacou sua trajetória profissional. A corporação informou que Juliana ingressou na instituição em 2017 e era reconhecida pela dedicação e compromisso com a segurança pública.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Imperatriz.
Com informações do g1 Maranhão
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