17 de fevereiro de 2026

Dia do Orgulho no mercado de trabalho

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(Foto: freepik)

Lucy Brandão
lucy@tvclube.com.br

No dia 28 de junho é celebrado o Dia Internacional do Orgulho da Comunidade LGBTQIAPN+. É uma data importante para refletir o quanto as empresas piauienses ainda precisam evoluir no quesito inclusão.

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) revelam que apenas 4% das pessoas transexuais possuem emprego formal, só 6% possuem emprego informal e cerca de 90% trabalham com prostituição. As informações revelam a exclusão destas pessoas no mercado de trabalho e a dificuldade de falar abertamente sobre a própria sexualidade por medo de serem excluídas em seleções de emprego ou após conseguir uma vaga.

O Piauí tem hoje 320 mil pessoas autodeclaradas LGBTQIAPN+, segundo a Articulação Piauiense de Travestis e Transexuais – APTTRA, que lançou um manifesto nesta terça-feira (27) em redes sociais, junto com outras entidades, cobrando as principais demandas do público que representa, dentre as quais ações que visem a empregabilidade de pessoas LGBTQIAPN+ no estado.

Uma pesquisa realizada pelo Center for Talent Innovation e divulgada pelo Fórum de Empresas e Direitos LGBT+ constatou que 33% das empresas existentes no Brasil não contratariam pessoas LGBTQIAPN+ para cargos de chefia. Também chama atenção no estudo que 41% dos funcionários LGBTQIAPN+ afirmaram já ter sofrido algum tipo de discriminação em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho.

Na contramão desses dados nada inclusivos, outras pesquisas comprovam que a adoção de políticas claras de diversidade contribuem para o enriquecimento cultural da empresa, transmitindo valores claros de valorização das diferenças e impactando não apenas nas relações humanas, mas na produtividade e consequente lucratividade das organizações. E isso para citar apenas alguns benefícios.

Exemplo que vem de fora

As empresas piauienses que me perdoem, mas fui buscar fora do estado o exemplo de companhias que já estão bem à frente nessa corrida por mais inclusão. Segundo a pesquisa Ethos/Época de Diversidade, Equidade e Inclusão 2023, as empresas que mais se destacam nestas práticas, em todo o Brasil, são Accenture, PwC e PepsiCo.

Para citar apenas alguns exemplos do que essas companhias fazem para estar no topo do ranking quando o assunto é diversidade, a Accenture tem 18 mil funcionários e foi uma das precursoras em conceder a casais homoafetivos benefícios como licença paternidade e direito ao plano de saúde do parceiro.

Na PwC, há um sistema de identificação com respeito ao gênero autoidentificado para pessoas trans e processo seletivo acolhedor para talentos LGBTQIAPN+. A empresa também destina benefícios para famílias homoafetivas de seus colaboradores.

Já na PepsiCo, há o financiamento do processo de retificação do nome social para colaboradores que desejem fazer a mudança. A companhia também promove iniciativas com foco na comunidade LGBTQIAPN+ desde 2017, por meio do salgadinho Doritos, impactando direta ou indiretamente 111 mil pessoas por meio de doações que somam R$ 4 milhões para instituições com projetos sociais voltados a esse público nos últimos anos.

 

Espaço aberto

Às empresas piauienses, meu desejo de que se inspirem nas boas práticas para termos um mercado de trabalho cada vez mais inclusivo. Aproveito para reiterar que o espaço da coluna está aberto para divulgarmos suas iniciativas com imenso orgulho.

 

 

 


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