
Hoje, 2 de fevereiro, dia de louvor e cantar para Yemanjá, orixá da Umbanda e do Candomblé, das religiões de matrizes africanas: “Yemanjá, rainha das ondas, sereia do mar; quem ouviu o canto de Yemanjá, faz até o pescador chorar; quem escuta a mãe d’água cantar, vai com ela para o fundo do mar”.
Pai Wesley de Yemanjá, babalorixá e sacerdote de umbanda, afirma que o orixá “é fraternidade, serenidade, acolhimento, sabedoria, força”.
“Yemanjá, para mim, é tudo aquilo que vivo! É minha vida! Foi e é meu acalento; minha força. É a energia que me acalma, que me guia e protege”, declara.
Do Centro Espírita de Umbanda Ogum Yara Reino das Águas Claras, Wesley, que é sacerdote de Umbanda há 10 anos, ressalta que “Yemanjá é a mãe cujos filhos são peixes”. Ele faz referência a ela ser conhecida como “a Rainha do Mar”.

DOIS DE FEVEREIRO
O pai de santo explica que a data de 2 de fevereiro é uma oportunidade a mais aos filhos e devotos de Yemanjá para agradecer às graças alcançadas por meio desse orixá.
“Hoje os rituais são de levar as oferendas ao mar, aos rios, em forma de agradecimento de gratidão. Hoje os rituais são de amor e de fé”, diz o sacerdote.
Sobre os rituais, o sentimento, segundo o babalorixá, é de levar às águas de Yemanjá “tudo do bom e do melhor para agradar essa Mãe”, para que ela continue a abençoar a todos.

CONTRA O PRECONCEITO
Única capital de Nordeste sem ser banhada pelo mar, os devotos em Teresina têm como principal referência um pequeno santuário, na avenida Marechal Castelo Branco, no bairro Ilhotas, zona Sul de Teresina, onde existe uma estátua.
O espaço, segundo Wesley de Yemanjá, deveria ser “bem cuidado e respeitado”, mas é constante alvo de depredações, evidenciando o preconceito religioso.

“É uma dor no coração, saber que ainda vivemos sobre olhares preconceituosos, sobre ações que destrói algo que temos como ponto de louvação, de fé”, lamenta.
O sacerdote acrescenta que a luta contra o preconceito religioso é diária. “As pessoas têm preconceito com a nossa religião, com a nossa doutrina; são pessoas leigas que não têm mínimo de conhecimento. Então, elas pegam tudo de ruim e joga em cima da religião, sem ao menos saber das doutrinas, das disciplinas, que, na verdade, pregam sobre amor, fé, caridade e respeito”.
ESCUTE O PONTO DE YEMANJÁ, POR PAI WESLEY DE YEMANJÁ
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