
As unidades prisionais do Piauí passarão a adotar a classificação de risco dos detentos a partir de 2025. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Justiça, coronel Carlos Augusto, em entrevista à TV Clube.
O início da classificação ocorrerá no primeiro semestre do próximo ano, com a inauguração da penitenciária de segurança máxima na cidade de Buriti dos Lopes, na região Norte do Piauí.
A nova unidade vai abrigar apenas os detentos que cometeram crimes mais graves. De acordo com o secretário, a classificação de risco é algo já feito em outros lugares do Brasil e muito discutida no Piauí, considerada uma das maiores necessidades do sistema penitenciário do estado.
“Com a conclusão da reforma da Penitenciária Major César e a construção de um presídio novo em Buriti dos Lopes – que nós estamos caracterizando como sendo de segurança máxima – nós vamos classificar os extremos. No novo presídio, vamos classificar as pessoas privadas de liberdade que tenham o maior potencial ofensivo de violência à sociedade, essas pessoas terão um protocolo de segurança maior do que os outros”, disse.

Carlos Augusto mencionou que essa é também uma forma de separar os detentos de maior potencial ofensivo daqueles que cometeram crimes menores, evitando que presos cumprindo penas menores sejam cooptados por facções criminosas.
“Hoje, na Penitenciária Major César, há apenas uma porta de entrada, todos entram pelo mesmo corredor: quem é traficante, quem rouba, quem furta, quem é 171, quem é assaltante de banco; e nós entendemos que podemos classificar os presos a partir da entrada, separar eles, por exemplo, das facções criminosas, para que eles não estejam convivendo no mesmo ambiente”, afirmou.
Em relação aos benefícios da classificação dos detentos para a sociedade de modo geral, o secretário considerou que, com essa medida, será possível realizar um trabalho mais eficaz de ressocialização, principalmente daqueles presos que cumprem penas curtas.
“Aqui no Brasil não temos pena de morte nem prisão perpétua, as pessoas cumprem as suas penas e retornam para a sociedade, por isso, é dever do Estado fazer o cumprir a lei de execução penal, proporcionar às pessoas privadas de liberdade a oportunidade de trabalho e de estudo, para que retornem melhores para a sociedade”, concluiu.
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