1 de julho de 2026

Manifestante da UFPI encomendou ataque hacker ao sistema da universidade, diz delegado

A investigação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em quatro estados diferentes

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Operação da Polícia Federal (Foto: Divulgação)

Um dos ataques cibernéticos que a Universidade Federal do Piauí (UFPI) sofreu no ano passado foi encomendado por um manifestante, que seria um estudante da instituição, a um grupo hacker. A informação foi repassada pelo delegado Eduardo Monteiro, da Polícia Federal (PF).

O ataque, ocorrido em 8 de maio de 2024, aconteceu um dia após a ocupação da reitoria da UFPI por estudantes que reivindicavam melhorias na estrutura da universidade. Segundo as investigações, a ação teria sido encomendada por pelo menos um manifestante.

“O ataque foi inicialmente encomendado como um ataque para fazer a manifestação dos desejos da pessoa que estava pleiteando algumas mudanças na Universidade Federal”, explicou o delegado.

Bebedouro, geladeira industrial, ar-condicionados, internet cabeada e melhorias em uma sala de estudo foram as melhorias pedidas que foram expostas no ataque.

O delegado contou ainda que o hacker que realizou o ataque, autointitulado de “tr4shindex”, aproveitou o momento para realizar uma manifestação política pessoal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

HACKER FOI ALVO DA OPERAÇÃO

Conforme a Polícia Federal, o hacker investigado mora em Goiás e já havia sido alvo de outras operações da corporação por ataques a instituições públicas e privadas. As investigações contra ele continuam em andamento.

SEGUNDO ATAQUE HACKER

Ainda no ano de 2024, entre os dias 12 e 13 de julho, a UFPI sofreu um segundo ataque cibernético no site da instituição. Conforme o delegado Eduardo Monteiro, foi uma ação de um grupo que ataca instituições para “zombar” delas.

“O segundo ataque foi um ataque apenas para zombar ali da instituição. esse grupo já realizou diversos ataques em outras instituições do estado, inclusive tem investigações em andamento sobre outros ataques”, informou.

O delegado revelou ainda que este grupo atua vendendo cursos online de como realizar ataques cibernéticos contra instituições famosas.

“Em tese eles são pessoas que tinham ligação através apenas da internet, eles não se conheciam pessoalmente, eram pessoas ali que compartilhavam as mesmas ideias e efetuavam esses ataques, inclusive vendiam cursos de ataques a instituições na internet”, concluiu.

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