Influenciadores suspeitos de divulgar plataformas de apostas ilegais e rifas irregulares nas redes sociais foram alvos da fase II da Operação Laverna, deflagrada nesta sexta-feira (21) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI) em Parnaíba, litoral do Piauí e em Teresina. Veículos de luxo e passaportes dos investigados foram apreendidos na ação.
A ação teve como objetivo cumprir medidas cautelares contra os influenciadores Sara Costa dos Santos (Sarah Brenna), Lucimayre Magalhães Brito, Luiz Carlos Morfim Junior e João Vitor Almeida Pereira (Vitor Mídia).
As investigações apontam que Sara Costa dos Santos, Lucimayre Magalhães Brito e Luiz Carlos Morfim Junior utilizavam intensivamente suas redes sociais para divulgar plataformas de apostas virtuais conhecidas como “Jogo do Tigrinho” e similares. Os conteúdos publicados incluíam vídeos manipulados, exposição de supostos ganhos financeiros, sorteios, linguagem motivacional e links personalizados para atrair seguidores, induzindo ao erro e estimulando expectativas irreais de lucro fácil.
Já o influenciador João Vitor Almeida Pereira concentrava sua atuação na promoção de rifas ilegais apresentadas como beneficentes, sem comprovação de repasse das arrecadações e obtendo lucro direto com a prática.
De acordo com o delegado Ayslan Magalhães, as informações financeiras, somadas à ausência de declaração de renda e ao uso de empresas associadas a pagamentos digitais ligados a jogos ilegais, reforçam indícios de ocultação patrimonial, dissimulação de recursos, evasão fiscal e vantagem econômica ilícita.

A análise financeira das contas dos investigados revelou movimentações expressivas e absolutamente incompatíveis com a renda formal declarada. Confira:
- Lucimayre Magalhães Brito: verificou-se movimentação de R$ 213.606,60;
- Sara Costa dos Santos: movimentou R$ 1.311.784,32
- Antônio Shaul Hinminisses de Araújo Soares (marido de Sara): apresentou movimentação de R$ 1.664.582,01, quantia que ultrapassa de maneira substancial qualquer atividade lícita conhecida.
- Luiz Carlos Morfim Junior: as contas vinculadas ao investigado movimentaram R$ 637.783,14, valor também incompatível com sua ausência de ocupação formal.
- João Vitor Almeida Pereira (Vitor Mídia): os extratos bancários revelaram o montante de R$ 1.173.117,64, composto majoritariamente por microcréditos que variam de R$ 0,02 a R$ 20,00, oriundos de mais de 3.000 pessoas físicas distintas, padrão típico de arrecadação de rifas clandestinas.
“A Polícia Civil continuará atuando de forma firme e incansável no enfrentamento aos crimes digitais. Não vamos tolerar o uso das redes sociais para promover apostas ilícitas, rifas ilegais ou qualquer prática destinada a enganar consumidores e obter vantagens indevidas”, pontuou.
As condutas investigadas podem configurar crimes como estelionato, indução do consumidor a erro por afirmação falsa ou enganosa, loteria não autorizada e lavagem de dinheiro.
Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui!