A audiência de instrução e julgamento do processo que envolve a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) começou, nesta segunda-feira (24), com a expectativa de ouvir 12 pessoas ainda hoje.
Antes do início dos depoimentos, o advogado da parlamentar, Francisco Medeiros, afirmou confiar no andamento do processo e reforçou que “a verdade prevalecerá”.
Segundo Francisco Medeiros, Tatiana Medeiros compareceu ao chamamento judicial mesmo estando “laudada”. Ele evitou entrar em detalhes sobre a estratégia da defesa.
“Acreditamos que o momento oportuno é esse. Reitero que acreditamos no poder judicial piauiense e a verdade prevalecerá. No momento, eu não vou levantar meu pressuposto em relação a isso, tudo será visto na audiência de instrução”, disse.
O advogado afirmou ainda que a atuação da defesa dependerá do andamento da sessão. “A verdade dos fatos será esclarecida na instrução processual. Tudo vai depender de como vai o andamento processual, a gente vai fazer as teses no momento”, completou.
Os interrogatórios iniciam às 9h, no Fórum Eleitoral. Ao todo, 112 pessoas devem ser ouvidas: 103 testemunhas indicadas pela defesa e acusação, além dos nove denunciados pelo Ministério Público com base na investigação da Polícia Federal.
A juíza Júnia Maria Feitosa Fialho, responsável pelo caso, relata que hoje serão ouvidas as testemunhas arroladas pela denúncia. “Nós vamos dar início a audiência de instrução e julgamento desse processo. Estão todos os denunciados aqui presente. Essa é a fase inicial de instrução do processo. Nós vamos começar a apurar as provas do processo. Houve uma denúncia, formulada pelo Ministério Público, que trouxe provas e testemunhas”, disse.
Tatiana Medeiros e Alandilson Passos (Fotos: divulgação)
A investigação, iniciada após a divulgação dos resultados das Eleições 2024, identificou elementos que apontaram vínculo entre vereadora eleita na capital piauiense e “expoente de facção criminosa violenta com grande atuação no estado”.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a campanha eleitoral da parlamentar foi custeada com recursos oriundos de facção criminosa, bem como de desvios de recursos públicos de uma instituição não governamental.
Além das medidas judiciais, o Juízo Eleitoral determinou a suspensão das atividades da organização não governamental (ONG) “Vamos Juntos”, mantida pela vereadora.