
O senador da República, Marcelo Castro (MDB-PI), confirmou o telefonema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para colocar em votação ainda nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da reeleição para cargos do Poder Executivo no Brasil.
Marcelo Castro é o relator da matéria, que estava travada no Congresso desde o primeiro semestre por não haver consenso entre os parlamentares. Além disso, a PEC tem a rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende a manutenção do mecanismo.
“Já discuti isso com o Lula, expressei para ele o meu ponto de vista. Acho que o Lula, nesse particular, não tem razão. O instituto da reeleição no Brasil foi um grande malefício à administração pública brasileira”, defendeu Castro, na manhã desta segunda-feira (24), em entrevista à imprensa.
Além do fim da reeleição, a PEC estabelece mandatos de cinco anos e unifica as datas das eleições a partir de 2034 para todos os cargos eletivos.
“Se for votado o parecer do jeito que está, nós vamos ter a eleição de prefeito em 2028 com um mandato de seis anos para todas as eleições do Brasil coincidirem em 2034, onde nós teremos eleições de vereador, prefeito, deputado, senador, governador e presidente da República”, completou Marcelo Castro.
A ligação entre Castro e Alcolumbre aconteceu na quinta-feira (20), momentos após o presidente Lula anunciar o advogado-geral da União, Jorge Messias, como seu indicado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Davi Alcolumbre defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
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