21 de março de 2026

Vídeo: jovem com paralisia cerebral emociona ao dar primeiros passos após cirurgia em Teresina

Natural de Floriano, no Piauí, Madson foi submetido a uma cirurgia na coluna há cerca de 20 dias.

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Madson Magalhães, de 22 anos, tem paralisia cerebral e viralizou nas redes sociais ao compartilhar uma conquista há muito tempo esperada: dar os primeiros passos. Ele é natural de Floriano-PI e foi submetido a uma cirurgia na coluna cerca de 20 dias atrás, em Teresina-PI.

O rapaz, que é acadêmico de Pedagogia na Universidade Federal do Piauí (UFPI), agora sonha com o momento em que poderá caminhar sozinho. A paralisia cerebral de Madson é decorrente da falta de oxigenação no cérebro na hora do parto. Cumprindo uma rotina intensa de fisioterapias e terapias ocupacionais, ele busca se adaptar a um corpo menos rígido e sem espasmos.

“É uma emoção muito grande, eu não esperava, está sendo um momento muito desafiador porque as terapias estão muito intensas. Eu tinha muita espacidade, um movimento que faz as pernas tremerem. Quando foi feita a cirurgia esse movimento parou, não tem mais. Agora, estou aprendendo a me adaptar com o novo corpo porque eu tinha o corpo muito rígido”, relatou.

Foto: arquivo pessoal

O jovem mora com os pais e é atuante na defesa das pessoas com deficiência, ocupando a vice-presidência do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Floriano-PI. Além disso, ele segue uma rotina como a de outras pessoas de sua idade, participando de eventos, estudando e indo à igreja.

O procedimento cirúrgico, conhecido como Rizotomia Dorsal Seletiva, custa cerca de R$ 12 mil e foi possível por meio do plano de saúde, resultando também na melhora na fala e na coordenação motora.

“[A conversa] Teria que ser presencial ou ter uma legenda para as pessoas entenderem porque eu falava muito rápido e tinha muita rigidez na boca. Eu não pegava nada com a mão direita, eu já consigo pegar algumas coisas”, destacou Madson.

Os planos para o futuro incluem trabalhar em escolas com educação inclusiva e palestrar sobre a realidade e desafios na vida das pessoas com deficiência. Uma maneira de trazer visibilidade e assegurar direitos a quem, assim como ele, luta para vencer dificuldades diárias e viver com mais dignidade.

Foto: arquivo pessoal

Enquanto o sonho de caminhar sozinho não chega, Madson preserva no coração a gratidão aos profissionais que o ajudaram a tornar possível a sua evolução.

“O objetivo é esse [andar sozinho], mas só o fato de ter eliminado a espacidade eu já estou feliz, mas a gente está trabalhando para isso. A equipe de fisioterapeutas e da terapia ocupacional é excelente. Seu eu já brilhava, eu vou brilhar cada vez mais”, finalizou.


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