
A cidade de Teresina (PI) recebeu dois aparelhos voltados ao tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) da rede pública de ensino. A estimativa da Prefeitura Municipal é que existam cerca de 5 mil crianças com o transtorno nas escolas do município.
O atendimento vai acontecer na Clínica Batista – localizada no Centro de Teresina – que agora vai se chamar Clínica Professor Salvatore Rinaldi, em homenagem ao médico e pesquisador que lidera estudos acerca da neurodivergência.
A tecnologia REAC (Radioelectric Asymmetric Conveyer), desenvolvida por Salvatore Rinaldi, aborda a neuromodulação das neurodivergências e outros desajustes. Ele esteve em Teresina, na manhã desta quinta-feira (4), para participar da entrega dos aparelhos.
“A Tecnologia REAC com protocolos específicos é capaz de reorganizar esses ritmos do cérebro de modo funcional. Portanto, significa oferecer uma abordagem nova que vai reduzir as desordens neurológicas, que estão na base desses estudos. Essa experiência que nós faremos em Teresina terá mais um significado ainda maior: o primeiro é o impacto social e o segundo é o impacto científico”, disse.

Salvatore Rinaldi é italiano e vai acompanhar os resultados à distância. Os dispositivos serão ofertados à Prefeitura de Teresina de forma gratuita e o atendimento aos alunos acontecerá após a profissionalização dos responsáveis por atuar na operação do mecanismo.
“Será a primeira vez que o estado vai encontrar um grande número da população e não um estudo feito em laboratório, mas uma ação social analisada cientificamente de modo que possam inventar um modelo para todo o país. O maior problema do Brasil é que o número de diagnóstico de neurodivergentes está crescendo”, afirmou.
O prefeito Silvio Mendes disse que a tecnologia REAC vai possibilidade o atendimento a outros tipos de transtornos.
“Ele é um médico, cientista e pesquisador. O aparelho se chama REAC que faz uma estimulação de baixíssima frequência, específica para alguns transtornos. Existem dezenas de protocolos para autistas, TDAH, dislexia, questões emocionais. Isso abre um caminho de esperança para que a gente possa atender essas pessoas”, pontuou Silvio.
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