
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), se pronunciou pela primeira vez após a invasão dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente do país, Nicolás Maduro. Ao menos três estados, além da capital Caracas, foram bombardeados por agentes militares norte-americanos durante o momento da invasão.
Em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (5), Rafael Fonteles afirmou ser contra o regime implementado por Nicolás Maduro – que estava à frente da presidência do país há 12 anos –, mas reiterou não ser a favor da ação coordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Eu vejo com muita preocupação. Obviamente, nós não concordamos com administração do Nicolás Maduro na Venezuela no que diz respeito a inúmeros elementos que demonstram a dificuldade de legitimidade popular da parte dele, mas também não concordamos com uma invasão de um país em outro. É uma preocupação muito grande porque nós estamos vendo acontecer, na América do Sul, um cenário que nós só víamos em outro continente“, destacou.
Diante da possibilidade de uma nova onda de imigração rumo ao Brasil, o governador Rafael Fonteles disse que acompanha o caso com cautela e que o país deverá tratar do assunto com base nos termos acordados na cooperação internacional.
“O Brasil cuida dessa política de imigração com muito cuidado. Obviamente, todos os estados do Brasil têm que estar preparados em relação à imigração, dado que nós temos essa cooperação internacional em relação à imigração. Essa é a cultura do estado brasileiro”, completou.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, também condenou os atos na Venezuela e defendeu que o país possa definir, conforme o interesse popular, o seu próximo representante. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo de forma interina.
“Não é razoável que a gente volte à época em que o próprio Brasil foi vítima. Lembram quando Portugal vinha para o Brasil arrancar ouro para poder levar suas riquezas? Agora nós vamos voltar para trás? Eu acho que não. Eu acho que a humanidade vai se unir e garantir todo o apoio ao povo da Venezuela”, afirmou Wellington Dias.
A política migratória do Brasil está sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social. Wellington Dias afirmou que o Governo Brasileiro monitora a fronteira com a cidade de Pacaraima (RO), que faz fronteira com a Venezuela.
“Em Roraima a gente consegue acolher, identificar e, a partir da situação, encaminhar para trabalhar. Houve um fechamento das fronteiras. As fronteiras foram reabertas e até agora estamos em uma fase de normalidade. Os que entram e saem estão dentro de uma rotina. Temos um plano integrado com vários ministérios para qualquer situação de emergência”, garantiu.
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