Pacientes que realizam tratamento de hemodiálise no Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina (PI), têm relatado dificuldades devido à falta de insumos essenciais para a realização regular dos procedimentos.
Segundo eles, estariam em falta as bolsas utilizadas na diálise peritoneal, indispensáveis para quem depende desse método de tratamento. Alguns pacientes precisaram reduzir as trocas para não ficar sem bolsa.
A diálise, seja hemodiálise ou peritoneal, é um tratamento vital para quem possui doença renal crônica. Interrupções ou redução no número de trocas podem levar ao acúmulo de toxinas no organismo e causar sérios riscos à saúde.
“Estamos aqui novamente para reivindicar. Os pacientes estão sem receber as capas para fazer a diálise peritoneal, assim como as soluções. Temos pacientes com dificuldades sem fazer esse tratamento”, disse Luís, que compareceu ao HGV.
A paciente identificada apenas como Fran, que depende da diálise peritoneal diariamente, relatou a gravidade da situação. “Estou com pouco material e estou reduzida de trocas. Está muito difícil para a gente. O que faz a gente viver são essas trocas, e estamos sem fazer”, comentou.
Nota de Esclarecimento da Sesapi
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) esclarece que não tem medido esforços para garantir a aquisição dos insumos necessários à realização da diálise peritoneal. No entanto, o desabastecimento enfrentado atualmente é um problema de alcance nacional.
De acordo com a Sesapi, há poucos meses um dos fornecedores descontinuou a produção desses insumos, restando apenas um fabricante, que centralizou a produção no México, o que impactou diretamente o abastecimento em todo o país.
Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) está propondo a abertura de diálogo com o Ministério da Saúde, com o objetivo de buscar alternativas e contribuir para a resolução do problema em nível nacional.
Como medida, para minimizar os impactos no estado, a Secretaria também buscou a possibilidade de aquisição junto a outros estados, porém, até o momento, não foi identificado nenhum com estoque disponível para empréstimo.
A Sesapi reforça que segue acompanhando a situação de forma permanente e adotando todas as medidas possíveis para garantir a continuidade da assistência aos pacientes que necessitam do tratamento.
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