O presidente do sindicato dos servidores da Secretaria Estadual da Assistência Social (Sasc), Francisco Vieira, criticou a precariedade das condições de trabalho no Centro Educacional Masculino (CEM) após uma tentativa de fuga registrada no último sábado (25).
Durante o incidente, um adolescente que cumpre medida por ato infracional análogo ao homicídio fez um agente socioeducativo de refém, utilizando um objeto cortante para ferir o servidor no dedo.
Para o representante sindical, o episódio é um reflexo direto do déficit de pessoal na unidade. Francisco Vieira explicou que o número de profissionais em atividade é insuficiente para garantir a segurança no local.
“Isso não é de hoje e é uma situação que o sindicato vem sempre cobrando do governo para que ele faça o concurso público do agente socioeducativo aqui no Piauí. O ideal para trabalhar aqui seria 22 agentes, mas nós temos cerca de 9, então fica inviável nosso trabalho de exercer o cargo de agente educativo. Temos conhecimento que vai ocorrer o concurso, mas a necessidade é maior em termos de quantidade”, afirmou.
Além da falta de contingente, a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foi apontada como um fator que aumenta a vulnerabilidade dos trabalhadores. O presidente relatou que os servidores enfrentam os riscos diários sem o suporte necessário.
“Também faltam EPIs para os nossos profissionais. Por exemplo, o nosso agente no dia não tinha nada, apenas a cara para encarar ele. Graças a Deus nossos profissionais são experientes”, completou o dirigente.
O caso segue sob atenção das autoridades competentes. O adolescente envolvido, que é natural de Floriano, cumpre medida socioeducativa de internação, cuja pena máxima prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente é de três anos.
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