
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI) anunciou que irá recomendar formalmente à Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), responsável pela Ponte Metálica João Luís Ferreira, a realização de ensaios de aderência do revestimento do piso.
A medida surge após denúncias de motociclistas e pedestres que relatam quedas frequentes no local, especialmente após as intervenções realizadas na estrutura ao longo de 2025.
Segundo o presidente do CREA-PI, Hércules Medeiros, existem testes técnicos capazes de verificar se o piso, composto de concreto e revestimentos específicos, oferece o atrito necessário para garantir segurança viária.
“Há ensaios específicos para verificar a aderência desse tipo de pavimento. Esse, em específico, é de concreto, e os ensaios avaliam a aderência pneu–concreto, se é coerente e se garante a segurança viária. Vamos recomendar para que a empresa, caso não tenha feito, realize esses testes”, afirma o presidente.
O presidente esclareceu que a pintura aplicada na ponte tem função técnica, e serve para ajudar na aderência.
“Essa tinta segura certa granulometria de areia, o que ajuda na aderência dos pneus. Ela não é negativa; é um tratamento para melhorar. Mas só após os ensaios poderemos afirmar se a aderência está adequada ou não”, conta.

Entretanto, o presidente do CREA-PI ressalta que somente a perícia da Polícia Civil poderá determinar as causas de acidentes específicos registrados no local.
Além disso, segundo análise do órgão, a ponte possui características que exigem atenção redobrada dos condutores.
“A ponte tem um trilho metálico que é mais liso, com baixo atrito, além da vala entre os trilhos. Em período chuvoso, há risco de aquaplanagem, sobretudo para motociclistas. O condutor deve andar devagar e atento às condições dos pneus”, acrescenta.
Acidente fatal reacendeu alerta sobre a ponte
A discussão sobre segurança voltou à tona após a morte de Micaela Carolina Rodrigues de Sousa, de 23 anos, na tarde de quarta-feira (4). A motocicleta em que ela estava derrapou na pista da Ponte Metálica, e a jovem bateu na estrutura, morrendo no local. O acidente gerou forte comoção e levou moradores a denunciarem que o piso estaria mais escorregadio após as reformas recentes.
Populares afirmaram ao Portal ClubeNews que quedas se tornaram comuns desde a revitalização da ponte, aumentando o risco para motociclistas, ciclistas e pedestres.
A reportagem procurou a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para esclarecer qual o material usado no revestimento do piso; se foram realizados ensaios de aderência após as intervenções; e se novas medidas estão previstas após os acidentes.
Até a publicação desta matéria, a empresa não respondeu. O espaço segue aberto para manifestação.
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