2 de março de 2026

Secretário diz que prioridade será reduzir mortes no trânsito para aliviar pressão nos hospitais do Piauí

Mais de 12 mil pessoas morreram no trânsito entre 2013 e 2024 no Piauí.

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Antônio Luiz (Foto: Jonas Carvalho/ Portal ClubeNews)

O novo secretário de Segurança Pública (SSP-PI), Antônio Luiz, afirmou que um dos principais desafios à frente da pasta será o enfrentamento aos indicadores de mortes no trânsito. Conforme levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), mais de 12 mil pessoas morreram no trânsito entre 2013 e 2024 no Piauí.

Antônio Luiz assumiu a vaga deixada por Chico Lucas, que assumiu a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), na segunda-feira (2). Desde então, o novo titular da pasta deu início a reuniões com comandantes de batalhões e superintendentes para tratar sobre as demandas da SSP-PI.

Em entrevista à TV Clube, na sexta-feira (6), Antônio Luiz disse que o foco será o aprimoramento do uso de tecnologia na corporação. A medida, de acordo com o secretário, poderá ajudar a reduzir o número de mortes no trânsito.

“Além de ter sequelas nas pessoas que sofrem acidentes ou mortes, causam um custo grande na Saúde. Esgotam os hospitais estaduais ou municipais e a gente não consegue dar o atendimento às pessoas com necessidades eletivas. Quando você tem muita emergência ocupando o hospital, eu deixo de ter espaço para atender eletivas”, disse.

Na quinta-feira (5), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e o Ministério Público do Estado (MPPI) lançaram o programa “Trânsito Seguro, Vidas Protegidas”. A ação tem como objetivo ampliar a fiscalização através de blitzen para o cumprimento do uso do capacete, da Lei Seca, e da documentação regular do veículo e do condutor.

O presidente da Associação Piauiense dos Municípios (APPM), Pompílio Evaristo (PSD), disse que as cidades do estado carecem de recursos básicos para a gestão do trânsito, como sinalização e contratação de agentes fiscalizadores.

“Nós precisamos tornar essas condições exequíveis. Municípios de médio porte ainda não tem sequer sinalizações vertical e horizontal. Então, é preciso que o Detran entre junto. Muitos municípios não têm os órgãos fiscalizadores, como guardas municipais, para fazer o acompanhamento do uso de capacete”, cobrou o prefeito.


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