12 de fevereiro de 2026

PF investiga sorteios ilegais e Justiça suspende atividades de empresa alvo da operação

Empresa é suspeita de usar títulos de capitalização para burlar regras e movimentar dinheiro fora do sistema bancário

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A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de sorteios irregulares operado em Teresina (PI). A Operação Aleatorius, deflagrada no domingo (8), apura a atuação de uma empresa que comercializa títulos de capitalização.

Uma determinação judicial suspendeu as atividades da empresa e, por isso, o sorteio de domingo não foi realizado. A empresa, segundo a PF, é suspeita de utilizar esse produto financeiro para promover sorteios sem seguir as normas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

Operação Aleatorius apura desvirtuamento de títulos de capitalização. (Foto: Polícia Federal)

A PF informou que a companhia teria extrapolado completamente os limites legais da atividade, realizando sorteios frequentes, oferecendo prêmios de alto valor e definindo sozinha os critérios de apuração e divulgação dos resultados, tudo em desacordo com o regulamento aprovado pelo órgão competente.

A prática, de acordo com a investigação, levava consumidores a acreditar que participavam de promoções regulares e autorizadas oficialmente.

A prática pode ter levado consumidores a acreditarem que a atividade era regular e oficialmente autorizada. (Foto: Polícia Federal)

Além de Teresina, outros mandados foram cumpridos em Juazeiro do Norte (CE), Garanhuns e Caruaru (PE). Ao todo, foram sete mandados de busca e apreensão, além da determinação judicial que suspendeu as atividades da empresa investigada.

Durante a ação na capital piauiense e nas outras cidades, os policiais apreenderam cerca de R$ 850 mil em espécie, além de celulares e documentos que serão analisados para aprofundar a investigação.

A PF também identificou indícios de movimentação de grandes quantias fora do sistema bancário, incluindo possível fracionamento de valores e pagamento de prêmios diretamente em dinheiro.

As condutas podem estar relacionadas a lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo ou sinal público e crimes contra a ordem tributária.

(Foto: Polícia Federal)

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