12 de fevereiro de 2026

Empresa de sorteios mudava de nome para burlar fiscalização, aponta delegado da PF

Conforme o delegado, um dos alvos da investigação só não foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro por estar viajando

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Atualizada às 14h

O delegado da Polícia Federal (PF), Marco Antônio Nunes, deu detalhes da investigação sobre um esquema de sorteios irregulares operado em Teresina (PI) por uma empresa.

Segundo a autoridade, a empresa mudava de nome constantemente, o que seria uma forma de “burlar a investigação”.

“É uma forma de burlar a fiscalização do Ministério da Fazenda. Eles tentam de todas as formas alterar o quadro societário, o nome. Passa de nome para um outro, mas na continuação, são sempre as mesmas pessoas, muda uma ou outra”, afirmou.

Delegado Marco Antonio Nunes (Foto: Alysson Camurça/ Portal ClubeNews)

As contas bancárias de todos os sete investigados na operação foram bloqueadas pela Justiça. Contudo, ainda não há um valor exato.

“Ainda não temos o valor. O valor dos bloqueios vai ser divulgado posteriormente, mas passa da casa dos milhões”, contou o delegado.

Conforme o delegado, um dos alvos da investigação só não foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro por estar viajando.

“A gente não representou por prisões e o alvo que foi constatada a lavagem de dinheiro, não estava na cidade, estava em viagem”, disse o delegado.

OPERAÇÃO INVESTIGA FRAUDE NOS SORTEIOS

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de sorteios irregulares em Teresina por meio da Operação Aleatorius, deflagrada no domingo (8). A ação apura uma empresa que vendia títulos de capitalização e usava o produto para realizar sorteios sem autorização do Ministério da Fazenda.

Por determinação judicial, as atividades da empresa foram suspensas e o sorteio do último domingo (9) não ocorreu. Segundo a PF, a empresa extrapolava a legislação ao promover sorteios frequentes, com prêmios altos, regras próprias e divulgação irregular, levando consumidores a acreditar que eram promoções oficiais.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Teresina, Juazeiro do Norte (CE), Garanhuns e Caruaru (PE). Aproximadamente R$ 850 mil em espécie, celulares e documentos foram apreendidos.

A PF também identificou movimentação financeira fora do sistema bancário, possível fracionamento de valores e pagamento de prêmios em dinheiro. As condutas podem configurar crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo público e crimes tributários.

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