24 de fevereiro de 2026

Buraco e estrutura cedendo tornam rua quase intrafegável na zona Sul de Teresina

Vala exposta, risco de proliferação de dengue e blocos de concreto cedendo geram insegurança

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A Rua Camaçari, no cruzamento com a Henry Wall de Carvalho, no bairro Lourival Parente, zona Sul de Teresina, se tornou motivo de preocupação para moradores, carreteiros e comerciantes que dependem diariamente do fluxo da via.

Um buraco profundo, formado por uma vala exposta com grade de ferro danificada, tem deixado a rua quase intrafegável e representa risco tanto para quem trafega quanto para quem trabalha no entorno. A Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul informou que enviará uma “equipe técnica para averiguar”.

A situação se agrava pelo grande movimento de caminhões pesados, já que a região concentra diversas fábricas e centros de distribuição. Segundo os moradores, quando chove, o local alagado esconde completamente o buraco, tornando a travessia ainda mais perigosa.

O carreteiro Rodrigo Nascimento, que passa pelo trecho semanalmente para buscar cargas, relata que o problema se arrasta há anos.

“À noite é o pior momento. A visibilidade é baixa e muitos motoristas só percebem o buraco quando já estão em cima. A gente se arrisca todo dia para passar aqui, é muito perigoso, principalmente para quem não conhece”, destaca o motorista.

Rodrigo afirma que, devido ao tamanho da vala e à falta de manutenção nos blocos de concreto que formam a passagem, a estrutura está cedendo com o peso dos veículos.

“Esses blocos que colocaram estão afundando. Se um caminhão mais pesado passa, balança tudo. Qualquer hora isso rompe de vez, e aí o risco é enorme”, conta.

Rua Camaçari (Foto: Luana Fontenele)

Para os comerciantes, o problema também pesa no bolso. A dona de uma venda de refeições na esquina, Marlene Carvalho, diz que o buraco espanta clientes e dificulta até a circulação.

“Aqui virou um transtorno. Quando chove, ninguém sabe onde pisa, porque a água cobre tudo. E nessa vala junta água parada… a gente fica com medo de virar foco de mosquito da dengue”, afirma a comerciante.

Além da vala aberta, os blocos de concreto instalados para permitir a passagem dos veículos estão cedendo, o que indica risco de desabamento parcial da via.

Eles alertam que a situação tende a piorar, especialmente com o período chuvoso, que favorece alagamentos, erosão e proliferação de mosquitos.

Rua Camaçari (Foto: Luana Fontenele)

Quem transita pelo local cobra uma obra definitiva de drenagem e reforço estrutural, alegando que o problema é antigo, e acontece por falta de solução adequada.

“É um problema sério e que está ficando cada vez maior. Não é só um buraco, é uma ameaça para quem vive e trabalha aqui”, conclui Marlene.

Buscamos a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul (SDU-Sul) para esclarecer a situação e saber se há previsão de intervenção na Rua Camaçari, mas, até a publicação desta matéria, o órgão não respondeu. A reportagem permanece à disposição para atualizar as informações assim que a superintendência se manifestar.


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