24 de fevereiro de 2026

Irmãs piauienses conversam pela primeira vez após quase 14 anos sem contato

Raymunda tem 84 anos e saiu do Piauí aos 16; ela havia perdido o número da única irmã, passando quase 14 anos sem contato com ela.

Compartilhe:

As irmãs Raymunda Rodrigues de Souza, de 84 anos, e Maria Francisca Pereira Borges, naturais de Teresina (PI), se reencontraram por chamada de vídeo nesta terça-feira (24) após cerca de 14 anos sem contato. A conversa só foi possível após a movimentação e ajuda de familiares, que divulgaram fotos e características de Maria Francisca com o objetivo de proporcionar o reencontro.

A comunicadora Vitória Rodrigues, neta de Raymunda Rodrigues, contou ao Portal ClubeNews que a avó, atualmente morando em Saquarema (RJ), sentia muita saudade da única irmã, que não via desde os 16 anos, quando Raymunda se mudou da capital piauiense.

Maria continuou vivendo no mesmo endereço, no bairro Lourival Parente, na zona Sul de Teresina. Com a intenção de unir as duas, Vitória iniciou uma campanha nas redes sociais para tentar localizar a tia-avó.

Da esquerda para a direita: Maria Francisca e Raymunda na Praça Pedro II, em Teresina (Foto: arquivo pessoal)

“Os filhos dela [Maria Francisca] entraram em contato comigo e eu liguei, fiz chamada de vídeo, uma coisa meio arriscada. Quando ela atendeu, disse que várias pessoas estavam batendo na porta dela dizendo que estavam procurando por ela na internet”, relatou.

O diálogo entre Raymunda e Maria Francisca durou aproximadamente meia-hora, o suficiente para as duas relembrarem um pouco do que viveram juntas.

O reencontro faz parte de uma série de ações idealizadas por Vitória para homenagear a avó. A neta organizou um livro com registros da trajetória de Raymunda, incluindo cartas trocadas entre as irmãs e fotografias antigas, como um registro feito na Praça Pedro II, no Centro de Teresina.

Carta trocada entre as duas (Foto: arquivo pessoal)

Além disso, a família criou uma página no Instagram para compartilhar a rotina da idosa. O objetivo, segundo Vitória, é homenagear a matriarca da família, uma mulher que perdeu os pais muito cedo, gerou cinco filhos e que deixará um legado de trabalho, amor e dedicação aos entes queridos.

“A minha avó trabalhou de cozinheira, de babá, de faxineira, de artesã, vendeu comida na rua, e veio sozinha. Acho que eu ter conseguido fazer esse encontro acontecer de novo é honrar a memória da minha ancestral, que está viva, fazer com que ela tenha a dignidade, que ela seja feliz, tenha contato com as pessoas que ela ama, saber mais sobre a história dela”, afirmou.

A jovem relatou também que ficou muito emocionada e feliz em realizar o sonho da avó de reencontrar a irmã, mesmo que de forma virtual. Ela disse ainda que buscará se aproximar cada vez mais da nova integrante da família

“Acho que todo mundo tem que procurar saber mais sobre a história dos seus avós, porque é a herança da nossa família. Muitas vezes, a gente só não procura saber. Acho que a gente se sente muito mais próximo, tem muito mais amor na relação quando se envolve, querendo entender mais sobre a pessoa. Eu quero saber mais da infância delas, o que aconteceu, a perspectiva da minha tia-avó”, finalizou.


📲 Siga o Portal ClubeNews no Instagram e no Facebook.

Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui! 

Leia também: