4 de março de 2026

Suspeitos de se passarem por advogados para aplicar golpes são alvos de operação no Piauí e outros estados

A ação visa desarticular um grupo criminoso especializado na prática de estelionato eletrônico.

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A Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Falso Advogado e cumpriu 62 medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Além do Piauí, os policiais também cumpriram mandados nos estados do Ceará, Pernambuco, Amazonas e Goiás.

A ação visa desarticular um grupo criminoso especializado na prática de estelionato eletrônico, organização criminosa e invasão de dispositivo informático.

Os criminosos criavam perfis falsos de advogados para entrar em contato com as vítimas, informando sobre a suposta liberação de alvarás judiciais. Os criminosos exigiam o pagamento de taxas judiciais inexistentes, geralmente por meio de transferências via PIX.

A operação aconteceu na manhã desta quarta-feira (4) (Foto: SSP-PI)

Conforme a SSP-PI, o grupo utilizava técnicas avançadas de engenharia social e acessava indevidamente dados processuais sigilosos para enganar vítimas, que possuíam ações judiciais em andamento.

Os mandados foram cumpridos de forma simultânea nas cidades de Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Tauá (CE), Pacatuba (CE), Caucaia (CE), Aracoiaba (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus (AM), Borba (AM), Recife (PE) e Paulista (PE).

“Advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Na dúvida, entre em contato direto com o escritório por um número oficial já conhecido”, alertou o delegado de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Humberto Mácola.

O QUE DIZ A OAB

Em nota, a Ordem dos Advogados Seccional Piauí pontuou que a operação deflagrada pela Polícia Civil do Piauí “também é resultado de uma construção institucional iniciada ainda no ano de 2025, a partir do termo de cooperação firmado entre a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), e a Secretaria de Segurança Pública do Estado”.

“O trabalho conjunto estabelecido entre as instituições permitiu integrar as denúncias recebidas pela advocacia aos mecanismos de investigação das forças de segurança, fortalecendo o fluxo de informações e contribuindo para o enfrentamento mais efetivo desse tipo de crime”, comentou.


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