
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), disse que reconhecer as facções criminosas do Brasil como grupos terroristas poderá prejudicar a soberania nacional e defendeu maior cautela quanto ao debate sobre o assunto, que divide opiniões entre entes políticos e especialistas.
Na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública”.
O temor do Governo Brasileiro é que os Estados Unidos utilizem a prerrogativa para justificar possíveis incursões no Brasil, visando o combate aos grupos criminosos. Ao Portal ClubeNews, nesta quinta-feira (12), Rafael Fonteles pontuou que o tema ainda é “muito delicado”.
“Eu acho que é um tema muito delicado, que está sendo tratado pelos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, até porque essa eventual definição pode atingir a soberania brasileira. Então, claro que o combate firme às facções criminosas é uma prioridade do nosso governo e do Governo Federal”, afirmou.
Um levantamento obtido em primeira mão pela GloboNews e pelo g1 mostrou que o PCC se instalou em ao menos 28 países e se infiltrou em presídios no exterior para recrutar novos membros e expandir negócios com tráfico de drogas e armas, além da lavagem de dinheiro. No total, são 2.078 integrantes, a maioria dentro de prisões.
“Ocorre que essa definição por parte de outro país pode ocasionar danos à soberania brasileira e, por isso, tem que ter muita cautela. Está sendo trabalhado pelos ministros do presidente Lula junto aos ministros e ao Governo Norte-Americano”, completou Fonteles.
Fontes: com informações da GloboNews e do g1.
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