19 de março de 2026

Ministério Público do Piauí recomenda adequações ao Samu de Luís Correia após denuncias de estrutura precária

Na recomendação, foram anexadas imagens que evidenciam a situação, como macas antigas, janela quebrada, infiltrações nas paredes.

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MPPI recomenda adequações ao SAMU de Luís Correia após denuncias em estrutura precária (Foto: MPPI)

O Ministério Público do Piauí recomendou diversas adequações na estrutura da sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município de Luís Correia após denúncias de condições precárias do local. A recomendação foi feita na quarta-feira (17).

Na recomendação, foram anexadas imagens que evidenciam a situação, como macas antigas, janela quebrada, infiltrações nas paredes e pneus abandonados na sede do serviço. A ambulâncias apresentam diversos problemas, entre eles velocímetro inoperante, ar-condicionado quebrado, além de bancos e portas desgastados.

Uma ambulância ficou com vários alertas acessos, mostrando a necessidade de manutenção (Foto: MPPI)

Em novembro de 2025, uma visita técnica da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) ao Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição também identificou irregularidades na estrutura da unidade. Na ocasião, nenhuma ambulância pôde ser vistoriada, pois não se encontravam no local.

Veículo com avarias (Foto: MPPI)

Com base nas fotografias, relatórios técnicos e denúncias, o Ministério Público recomendou as seguintes medidas:

  • Realizar manutenção completa na estrutura física da base, incluindo limpeza externa, identificação visual e adequação dos espaços de lavagem das ambulâncias, expurgo e sala de utilidades;
  • Instalar sinalização de entrada e saída para garantir a segurança no fluxo das ambulâncias;
  • Regularizar a documentação dos veículos, formalizar contratos de manutenção e assegurar que apenas ambulâncias padronizadas do SAMU sejam utilizadas nos atendimentos;
  • Substituir a geladeira deteriorada da copa do hospital e providenciar armazenamento adequado para os cilindros de oxigênio.

O município tem prazo de 10 dias para se manifestar sobre a recomendação e 45 dias para comprovar a adoção das medidas, por meio de relatórios e documentos. Caso o município não atenda as recomendações e não se justifique medidas judiciais podem ser tomadas.

Até o fim do prazo estabelecido, o Samu deve se manifestar sobre o acatamento da recomendação e encaminhar um relatório circunstanciado das providências adotadas, com a inclusão de documentação comprobatória.

Maca do local (Foto: MPPI)


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