26 de março de 2026

DHPP indicia homem por tentativa de feminicídio contra tia da ex‑companheira

Investigação também aponta lesão corporal e descumprimento de medida protetiva contra ex‑mulher do suspeito

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Viatura do DHPP. (Foto: Luana Fontenele)

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio do Núcleo de Feminicídio, concluiu o inquérito e indiciou Raimundo Wagner pela tentativa de feminicídio contra Carla Adriana, tia de sua ex‑companheira, Gardênia.

Ele também foi indiciado pelo crime de lesão corporal contra a ex-companheira. Os crimes aconteceram no dia 17 de março de 2026 no bairro Mocambinho, zona norte de Teresina.

A investigação foi finalizada dentro do prazo legal e já foi encaminhada à Justiça, ficando à disposição do Ministério Público para oferecimento de denúncia.

De acordo com a delegada Nathalia Figueiredo, responsável pelo caso, o DHPP entendeu que o ataque contra Carla Adriana ocorreu em um contexto claro de violência de gênero, marcado pela intenção de matar. A vítima chegou a ser hospitalizada e passou por um procedimento cirúrgico, em razão da gravidade dos ferimentos.

“O entendimento foi pela tentativa de feminicídio em relação à Carla Adriana. Ela foi atacada com um facão, sofreu perfuração na região abdominal e correu risco de morte”, explicou a delegada.

Segundo as investigações, o crime ocorreu em dois momentos. Inicialmente, o acusado foi até a casa da ex‑companheira, Gardênia, onde a agrediu com uma cadeira. Em seguida, ele permaneceu à espreita, já armado com um facão. Foi nesse momento que Carla Adriana interveio e acabou sendo atacada.

Ainda conforme o DHPP, durante a oitiva realizada no hospital, a tia negou estar armada no momento do ataque, rebatendo a versão apresentada pela acusado. “Ela afirmou de forma categórica que não estava de posse de nenhuma faca quando foi confrontá‑lo”, destacou a delegada.

Além da tentativa de feminicídio, Raimundo Wagner também foi indiciado por lesão corporal e violência doméstica contra Gardênia, além do descumprimento de medida protetiva, que já estava em vigor à época dos fatos. Laudos médicos confirmaram as lesões sofridas pela ex‑companheira.

Com a conclusão do inquérito, o caso passa agora à análise do Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça.


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