A dor da perda e a cobrança por justiça marcaram o depoimento de Camilla Karollynne, viúva do vigilante Luciano de Sousa Carvalho, morto em uma colisão da moto em que ele estava e um carro na BR‑343, em Teresina. Em entrevista à Rede Clube, ela afirmou que o crime destruiu uma família e criticou a repetição de tragédias no trânsito sem que haja mudanças efetivas.
“Cada dia mais a ficha vai caindo. A gente pensava que ele ia voltar. Ele saiu de casa e, de repente, não existe mais, porque alguém foi lá e, de forma desumana, cometeu tamanha atrocidade. Acho que não pensou na família, nem na própria família”, disse Camilla.
O desabafo ocorre após a prisão de João Henrique Campelo de Carvalho, na quinta‑feira (26), em cumprimento de mandado de prisão preventiva. Ele foi indiciado pela Polícia Civil do Piauí por homicídio doloso qualificado, por ter assumido o risco de produzir o resultado morte no acidente que vitimou Luciano.
Segundo o delegado Carlos César Camelo, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito, as investigações apontam que o motorista assumiu o risco ao conduzir o veículo.
“Indiciado pelo crime de homicídio doloso qualificado por ter assumido o risco de produzir o resultado no acidente de trânsito que vitimou o vigilante Luciano”, disse o delegado Carlos César Camelo.
O crime aconteceu na manhã do dia 7 de março de 2026, por volta das 6h25, quando Luciano seguia para o trabalho. Ele havia saído de casa para assumir o posto de vigilante na recepção da sede da Polícia Federal, em Teresina, quando teve a motocicleta atingida na traseira pelo carro conduzido por João Henrique.
“As imagens mostram o veículo do investigado colidindo na traseira da motocicleta da vítima”, acrescentou o delegado. Câmeras de segurança registraram o momento da colisão.
Luciano, de 46 anos, morreu ainda no local. Após o impacto, a motocicleta chegou a pegar fogo. O motorista do carro fugiu sem prestar socorro, mas se apresentou à Polícia Civil dois dias depois, em 9 de março.
Abalada, Camilla destacou que casos como o do marido têm se repetido, mesmo após investigações e provas apresentadas pelas autoridades.
“A gente não pode estar todo dia vendo coisas assim acontecendo. Os policiais fazem todo um trabalho, mostram as provas, e no final parece que nada muda”, lamentou.
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