8 de abril de 2026

Polícia Federal prende casal suspeito de fraudar INSS no Piauí e Maranhão; prejuízo de 4,6 milhões

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Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (8/4), a Operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário. Um casal foi preso em Parnaíba (PI), suspeito de participar do esquema, em cumprimento a mandado de prisão temporária, no bairro Frei Higino.

Um dos alvos foi estagiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O casal é investigado por estelionato e lavagem de dinheiro.

A ação foi realizada no estado do Maranhão, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS) e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios do INSS (CGACB).

De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo causado pela concessão de 50 benefícios já identificados é estimado em cerca de R$ 4,6 milhões.

A PF informou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária nos municípios de São Luís, Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, além de Parnaíba, no Piauí.

A investigação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em 3 de julho, que apurou a atuação de um grupo criminoso responsável pela inserção de vínculos empregatícios inexistentes em sistema federal, com o objetivo de obter, de forma fraudulenta, benefícios previdenciários.

Nesta nova fase, passaram a ser investigados intermediários responsáveis pela cooptação de pessoas, além de suspeitos que atuavam para viabilizar a concessão dos benefícios.

Ao todo, 32 policiais federais participaram da operação, cumprindo oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão. Também foram determinadas medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e bloqueio de valores dos investigados.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.


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