
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) autorizou a transferência do ex-vereador Juliano Magalhães para o estado do Piauí. O ex-parlamentar é suspeito de participação no roubo contra o idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, conhecido como “Totonho”, que sofreu um infarto durante a ação criminosa e morreu.
Juliano foi preso em Tianguá (CE) e passou por audiência de custódia na terça-feira (21), em Sobral, na região Norte do Ceará. O pai dele, Sebastião Fernandes Coelho, de 68 anos, que também é suspeito de participação no crime, segue preso.

De acordo com a defesa de pai e filho, ainda na terça-feira, a dupla retornou de Sobral para Tianguá, onde foi capturada em uma chácara localizada no sítio Riachinho, em uma área de difícil acesso, no meio do mato.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), o juiz autorizou a transferência dos presos para o Piauí. O Portal ClubeNews entrou em contato com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e aguarda posicionamento sobre a transferência.
Outros três indivíduos também passaram por audiência de custódia, no domingo, suspeitos de participação no crime. As identidades deles não foram informadas.
Juliano, de 43 anos, exerceu mandato como vereador entre 2021 e 2024. Ele tentou a reeleição, mas ficou na suplência. Além da carreira política, é empresário do ramo de veículos de carga e possui uma loja de tecnologia no Centro da cidade.
Entenda o caso
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Piauí, Juliano Magalhães, que é proprietário de empresas em Tianguá (CE), vendeu um caminhão usado para a vítima, Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos. O suspeito chegou a gravar um vídeo com o idoso, parabenizando-o pela compra do veículo.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Antônio Pereira foi abordado por dois homens que chegaram à sua residência, na localidade Ponto Belo, zona rural de Batalha (PI), em uma motocicleta, sob o pretexto de negociar madeira.
As investigações apontam que o crime foi premeditado, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Juliano e o pai teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima, enquanto os outros três suspeitos participaram diretamente do assalto.
A vítima foi levada até um galpão, onde os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, foi subtraído um cofre com cerca de R$ 500 mil.
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