7 de maio de 2026

Caso Master: irmão de Ciro Nogueira vai usar tornozeleira eletrônica

Ele é um dos investigados na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (7).

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Raimundo Neto e Ciro Nogueira (Foto: reprodução)

O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, tem 24 horas para comparecer à Central de Monitoramento Eletrônico para a instalação de tornozeleira eletrônica. Ele é um dos investigados na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (7).

A ação da polícia investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, com mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (Progressistas).

Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, um dos investigados na operação, foi conduzido pela Polícia Federal à Central de Monitoramento para a instalação do dispositivo.

A gerente da Central, Rayana Moura Rodrigues, disse que o comparecimento dos investigados é espontâneo. Caso o prazo seja excedido, o órgão emitirá um comunicado à justiça, que procederá com os encaminhamentos necessários.

“Caso não compareça, nós informamos ao juiz para que sejam tomadas as devidas providências. A partir da instalação dessa tornozeleira, nós fiscalizamos todas as medidas que foram determinadas naquela decisão. A gente passa a acompanhar essa monitoração eletrônica”, explicou.

A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens, valores e direitos que somam R$ 18,85 milhões, como medida para evitar movimentação de recursos sob suspeita.

Segundo a Polícia Federal, esta fase dá continuidade às investigações sobre possíveis irregularidades financeiras e fraudes estruturadas, que estão sendo apuradas no âmbito do STF por envolver autoridade com foro privilegiado.

Confira a nota de esclarecimento do senador Ciro Nogueira na íntegra:

A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.

Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.

Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.

Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay
Roberta Castro Queiroz
Marcelo Turbay
Liliane de Carvalho
Álvaro Chaves
Ananda França

Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados
ASSESSORIA JURÍDICA


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