12 de maio de 2026

“Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade”, diz Ciro Nogueira

O parlamentar é um dos alvos da ação policial, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

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O senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) negou ter utilizado empresas em seu nome para receber repasses indevidos e criticou a operação da Polícia Federal, deflagrada no dia 7 de maio. O parlamentar é um dos alvos da ação policial, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Durante a operação, policiais realizaram buscas no endereço do senador em Brasília, além de outros locais ligados a ele, incluindo endereços comerciais como uma concessionária de motos em Teresina (PI), conforme informações apuradas.

Em vídeo publicado nesta terça-feira (12), Ciro Nogueira se defendeu das acusações, questionando o motivo da operação em ano eleitoral. O senador lembrou que em 2018 também foi alvo de uma ação policial às vésperas das eleições.

“Sobre as acusações que eu estou sendo vítima, eu posso garantir: nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja neste caso ou em qualquer outro”, afirmou.

Repasses

Ciro Nogueira é sócio de uma empresa, sediada na Avenida Deputado Paulo Ferraz, na zona Sudeste de Teresina. O empreendimento foi um dos alvos da operação. O local, segundo o senador, foi construído pelo seu pai, o ex-deputado federal Ciro Nogueira.

“Meu pai construiu uma empresa com muito sacrifício e, graças a Deus, ela tem muito sucesso. Agora inventaram que eu recebi ilegalmente valores por meio dessas empresas. Valores que não chegam sequer a 1% do seu faturamento anual”, esclareceu.

A empresa funciona no mesmo espaço de uma concessionária de motos, pertencente a Ciro Nogueira. O empreendimento não foi alvo da operação. Entretanto, o senador afirmou que foi acusado de realizar depósitos milionários na empresa, que alegou ter um faturamento anual superior a R$ 400 milhões.

“Outro absurdo: nós temos uma rede de concessionárias de motocicletas que fatura cerca de R$ 400 milhões por ano e me acusam de depósitos de R$ 3 milhões nessa empresa. Isso é absolutamente comum em empresas dessas. Muitas peças, serviços, são pagos em dinheiro”, pontuou.

Emenda Master

Em agosto de 2024, Ciro Nogueira apresentou a Proposta de Emenda à Constituição nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Ciro Nogueira afirmou que o dispositivo beneficiaria a população em caso de quebra de instituições financeiras, como aconteceu com o Bamerindus, o Banco Econômico e o Banco Santos.

“Este fundo garante os correntistas. R$ 250 mil não é um valor pequeno, mas muitas pequenas empresas, muitas pessoas que têm uma poupança de uma vida inteira, pode ser superior a isto. E no caso de o banco quebrar, elas serão penalizadas”, pontuou.

Carbono oculto

Ciro Nogueira também comentou sobre a Operação Carbono Oculto, desencadeada no fim de 2025 para investigar uma rede de combustíveis, suspeita de fraudes contra o consumidor e lavagem de dinheiro do crime organizado. O senador disse que tentaram, sem sucesso, vincular o seu nome às investigações.

“Também tentaram vincular de todas as formas o meu nome, mas nada conseguiram. Essas coisas não surgem por acaso. Acontecem porque estamos em um ano eleitoral”, declarou.

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