
O Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI) identificou a circulação de uma nova linhagem do vírus Influenza A (H3N2) em amostras coletadas em Teresina, em meio ao aumento recente de casos da doença na capital.
A análise apontou a presença do chamado subclado K, pertencente ao grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, uma linhagem que tem se espalhado rapidamente em nível mundial desde o segundo semestre de 2025. A identificação foi realizada por meio de sequenciamento genômico, em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, referência nacional em vigilância de vírus respiratórios.
De acordo com os especialistas, os resultados ganham importância diante do atual cenário epidemiológico da capital, sugerindo que a predominância dessa linhagem pode estar relacionada ao crescimento dos casos de influenza registrados recentemente.
Dados internacionais indicam que o subclado K já responde por cerca de 86,8% dos casos recentes de Influenza A no mundo, evidenciando sua alta capacidade de disseminação. Apesar disso, até o momento, não há indícios de que a variante cause quadros mais graves ou aumento da mortalidade em comparação com outras linhagens do H3N2.
Autoridades sanitárias, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertam que a principal preocupação está no avanço rápido da variante e na possível redução da imunidade da população, devido às mudanças apresentadas pelo vírus.
O secretário de Saúde do Piauí, Dirceu Campêlo, destacou o papel da vigilância laboratorial no monitoramento da doença.
“O trabalho realizado pelo Lacen-PI demonstra a importância da vigilância contínua e da atuação integrada com instituições de referência, permitindo acompanhar a evolução dos vírus e fortalecer as estratégias de prevenção”, afirmou.
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