18 de maio de 2026

Motoristas e cobradores poderão ser multados em até R$ 5,8 mil durante paralisações em Teresina

A categoria fará paralisações de duas horas nos horários de pico, nos turnos da manhã, tarde e noite.

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O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), determinou, nesta segunda-feira (18), a aplicação de sanções contra motoristas e cobradores que infringirem regras de trânsito durante as paralisações programadas ao longo dos próximos dias. A categoria fará paralisações de duas horas nos horários de pico, nos turnos da manhã, tarde e noite.

A Procuradoria da Prefeitura de Teresina vai protocolar uma ação judicial para que motoristas e cobradores de ônibus não interditem as vias públicas em fila dupla, provocando congestionamentos, ou interrompam o percurso antes do destino final. A multa aplicada a cada ônibus que cometer a infração poderá ser de até R$ 5.874.

As medidas foram deliberadas após reunião de emergência no Palácio da Cidade. Segundo o prefeito, os motoristas e cobradores de ônibus serão responsáveis pelo pagamento das multas.

“Eles estão fazendo fila dupla em algumas vias públicas. Isso nós não vamos admitir. Nós estamos pedindo cautela à Guarda Municipal, dando conhecimento ao secretário de Segurança e ao comandante da Polícia Militar. Vamos pedir bom senso”, declarou o prefeito.

Atualmente, 11 empresas distribuídas em consórcios operam no sistema de transporte coletivo da cidade. A categoria reivindica um aumento salarial de 12%, aumento no ticket alimentação de R$ 600 para R$ 900, melhoria no plano de saúde, a renovação da frota de veículos e o aumento do quantitativo de ônibus em circulação.

Silvio Mendes (Foto: Jonas Carvalho)

Suspensão da carteira

Outro ponto destacado pelo prefeito foi a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dos motoristas por até 12 meses. Os automóveis também poderão ser removidos de circulação pela Superintendência de transportes e Trânsito (Strans).

“Os ônibus serão removidos e só vão ser liberados quando todas as multas que eles tiverem forem pagas e o emplacamento atualizado. Ouça o que eu estou falando. É um aviso para os motoristas e para os empresários dos ônibus”, disse.

Medida emergencial

Para evitar a descontinuidade do serviço na capital, a Prefeitura iniciou o cadastramento de empresas para atuarem no setor. Até o momento, 58 veículos foram inscritos. O objetivo é chegar a 80 ônibus, sendo distribuídos 20 para cada zona da cidade.

“Vamos continuar com o cadastramento de outros ônibus, vans e quem mais queira entrar no sistema para diminuir esse transtorno para a população de Teresina. O transporte coletivo é muito ruim. O subsídio que hoje vai para os ônibus será repassado aos alternativos, que vierem a atender a população”, explicou Silvio Mendes.

De acordo com o Sindicato dos trabalhadores do Transporte do Estado do Piauí (Sintetro), a categoria irá paralisar as atividades diariamente das 6h às 8h, das 12h às 14h e das 16h às 18h. Se as medida cobradas não forem cumpridas, o sindicato promete a deflagração de uma greve no dia 25 de maio.

Confira a nota do SETUT na íntegra:

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) esclarece que o estado de greve, anunciado pela categoria laboral para esta segunda-feira (18), é um momento de negociação entre as partes e não resulta na paralisação integral da frota de ônibus da capital, que seguirá com circulação normalizada ao longo do dia.

O SETUT reitera que segue aberto ao diálogo e às negociações construtivas, dentro dos parâmetros aceitáveis para o sistema de transporte público em Teresina, que possui arrecadação e produtividade comprometidas pelo congelamento das tarifas desde 2018 e pela queda acentuada na quantidade de passageiros transportados, com maior incidência após a pandemia da Covid-19.

As reivindicações do sindicato laboral destoam sobremaneira da realidade, com índices de reajuste que giram em torno de 46% para o ticket-alimentação e de 36% para o plano de saúde, enquanto os percentuais comuns de reajustes salariais giram em torno de 3% a 4% ao ano.

Já para a correção salarial, foi solicitado um índice três ou quatro vezes superior aos percentuais atuais, com pedido de reajuste de 12%, enquanto o índice anual varia entre 3% e 4%.

Por fim, o SETUT segue em constantes tratativas junto aos órgãos públicos, apresentando propostas para a otimização do sistema de transporte público, com destaque e urgência para a renovação da frota e a ampliação da quantidade de veículos em operação e circulação.

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