A detenta Lucila Meireles Costa, de 42 anos, que estava presa desde fevereiro de 2026 na Penitenciária Feminina, no bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina, morreu na última sexta-feira (22), após passar mal na unidade prisional. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus).
De acordo com informações preliminares, Lucila apresentou um quadro de saúde súbito ainda dentro da unidade prisional. Ela teria sido socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre a causa da morte.

PRISÃO E INVESTIGAÇÃO
Lucila havia sido presa no dia 20 de fevereiro em Teresina (PI) durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas, com apoio da Polícia Civil do Piauí. A ação integrou uma megaoperação que investigava a atuação de uma organização criminosa com ramificações no sistema judiciário.
Segundo a Diretoria de Operações Policiais (DEOP), a mulher era apontada como falsa advogada e teria participação em um esquema de acesso ilegal a processos sigilosos.
As investigações indicam que Lucila utilizava, de forma indevida, um token de acesso pertencente a uma advogada regularmente inscrita na OAB do Amazonas. Com o dispositivo, ela conseguia consultar informações restritas e, segundo a polícia, antecipar decisões judiciais que favoreciam interesses da organização criminosa.
Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva no Centro de Teresina, foram apreendidos diversos materiais com a investigada, incluindo: aparelhos eletrônicos, documentos e anotações consideradas relevantes.
Após ser detida e interrogada, Lucila foi encaminhada ao sistema prisional do Piauí, onde permanecia à disposição da Justiça do Amazonas, aguardando possível transferência.
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