8 de junho de 2026

Dificuldade escolar ou alteração no Processamento Auditivo? Uma visão multiprofissional

Como psicopedagoga clínica, o meu papel é olhar para o neurodesenvolvimento de forma integral.

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Foto: magnific/divulgação


Muitas crianças chegam ao consultório após passarem por diferentes profissionais, ainda enfrentando barreiras marcantes na leitura, escrita, atenção e na compreensão de ordens simples do dia a dia. Como especialista em neurodesenvolvimento infantil, vejo isso acontecer com frequência.

Em muitos desses cenários, o desafio não está na falta de esforço da criança, mas sim em uma alteração no Processamento Auditivo Central (PAC) ou seja, na forma como o cérebro recebe, organiza e interpreta os sons que ouve.

A querida Dra. Maria Tereza Montenegro Tavares (Fonoaudióloga e Especialista em Audiologia), pontua com muita propriedade que o processamento auditivo é o que nos permite localizar a origem dos sons, reconhecer padrões sonoros e, principalmente, compreender a fala mesmo em ambientes barulhentos (como uma sala de aula cheia).

Sinais de alerta que observamos na clínica e na escola:

  • Dificuldade para compreender a fala em ambientes com ruído;
  • Pedidos frequentes de repetição (“O quê?”, “Hã?”);
  • Dificuldade em seguir instruções auditivas sequenciais ou complexas;
  • Tempo de resposta mais lento durante conversas;
  • Problemas acentuados de atenção e distração fácil;
  • Impacto direto na alfabetização: dificuldades persistentes de leitura, escrita e ortografia.
  • Onde a Psicopedagogia e a Fonoaudiologia se encontram?


Como psicopedagoga clínica, o meu papel é olhar para o neurodesenvolvimento de forma integral. Quando dentificamos esses sinais na clínica, trabalhamos em parceria com a fonoaudiologia especializada.

Se a avaliação fonoaudiológica detectar alterações, o Treinamento Auditivo Acusticamente Controlado pode ser iniciado precocemente.

Enquanto a fonoaudiologia reabilita as habilidades auditivas preditas pela Dra. Maria Tereza, a intervenção psicopedagógica entra blindando e estimulando as funções cognitivas, as estratégias de aprendizagem e a autoconfiança da criança para que ela volte a evoluir academicamente.

Nathanya Moraes
Psicopedagogia Clínica

Grata pela contribuição com informações da Dra. Maria Tereza Montenegro Tavares CRFa: 8-7533-2

Fonte base: American Speech-Language-Hearing Association (ASHA, 2005).


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