
O senador Marcelo Castro (MDB-PI) defendeu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 seja votada antes das eleições de 2026 e que o texto não sofra modificações no Senado Federal. O texto foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados na noite do dia 27 de maio.
A medida prevê a redução da atual jornada de 44 horas semanais trabalhadas para 40 horas, com direito a dois dias de folga, sendo uma preferencialmente aos domingos. Além disso, o texto garante o salário do empregado sem descontos.
“Nós queremos votar agora antes das eleições. Não sei se tem emendas. Se tiver, nós temos que analisar. O importante é preservar a proposta inicial e a escala ficar 5×2”, disse Marcelo Castro em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (8).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), chegou a afirmar que a proposta terá que tramitar nas comissões da Casa, sugerindo que o Senado deve melhorar o texto que chegou da Câmara dos Deputados.
“Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse Alcolumbre.
Na avaliação de Marcelo Castro, o objetivo é preservar o máximo possível do texto enviado pela Câmara. O senador não economizou críticas ao atual regime de trabalho da população brasileira.
“O que nós entendemos? No mundo moderno de hoje, é perfeitamente possível a pessoa trabalhar cinco dias na semana e ficar com dois dias. Para folgar? Não, para ele fazer o que quiser, inclusive, trabalhar em suas atividades particulares. Eu acho que no mundo moderno de hoje, a escala 6×1 é antiquada”, finalizou Castro.
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