Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã terça-feira (16) contra um homem de 24 anos investigado por realizar manobras perigosas com motocicleta em vias públicas de Teresina.
A investigação teve início após o recebimento de diversas denúncias sobre práticas recorrentes de “grau”, manobras em que o condutor empina a motocicleta, nas avenidas Gil Martins, Maranhão e Valter Alencar, localizadas na zona sul da capital.
A partir dessas informações, as forças de segurança passaram a monitorar o suspeito. Ele foi identificado por meio de imagens captadas pelo Sistema de Policiamento por Inteligência Artificial (SPIA), ferramenta utilizada pela SSP-PI para monitoramento urbano.
Segundo as apurações, o investigado retirava a placa da motocicleta antes de realizar as manobras e recolocava o item após as ações, numa tentativa de dificultar a identificação.
A ação faz parte da Operação Rolezinho, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), com atuação integrada das polícias Civil e Militar.
As investigações também apontaram que o suspeito não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante o cumprimento da ordem judicial, foram realizadas buscas para apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir com o avanço das apurações.
Além disso, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares ao investigado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar no período noturno e a proibição de obter a CNH pelo prazo de um ano.
De acordo com o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, a operação busca coibir práticas que colocam em risco a segurança da população.
“Não se trata apenas de uma infração de trânsito. Estamos falando de comportamentos que colocam vidas em perigo e geram sensação de insegurança para quem utiliza as vias públicas. A determinação da SSP é agir com firmeza, utilizando inteligência e integração operacional para coibir essas práticas”, afirmou.
A Operação Rolezinho foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e contou com apoio operacional da ROCAM da Polícia Militar.
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