17 de junho de 2026

Piauí implanta protocolo com drones e inteligência artificial para investigar maus-tratos a animais

Tecnologia permite coleta de provas em tempo real e reforça atuação policial

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Crime de maus-tratos. (Foto: Governo do Piauí)

A investigação de crimes de maus-tratos a animais no Piauí vai contar com o uso de drones e inteligência artificial. O novo protocolo, implantado pela Polícia Civil por meio do Núcleo de Apuração de Crimes Ambientais (Naca), já está em funcionamento na região da Planície Litorânea e promete dar mais agilidade e precisão às apurações.

O protocolo está sendo aplicado nos municípios de Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande e Cajueiro da Praia, onde as equipes utilizam equipamentos tecnológicos para verificar denúncias, inclusive em locais de difícil acesso, como residências muradas e áreas isoladas.

Uso de drone. (Foto: reprodução)

De acordo com o delegado Renato Pinheiro, responsável pelo núcleo, os drones são equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos, capazes de identificar sinais de possível negligência.

Com o apoio de um sistema de inteligência artificial, as imagens são analisadas para detectar indícios como desnutrição, desidratação, doenças e condições precárias de higiene.

A iniciativa representa um avanço na produção de provas. Segundo o delegado, o material coletado passa a integrar a cadeia de custódia digital, o que fortalece os procedimentos investigativos e pode subsidiar prisões em flagrante quando os maus-tratos são constatados.

SITUAÇÕES EMERGENCIAIS

Outro ponto relevante do protocolo é a definição de regras para situações emergenciais. Com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), as equipes podem entrar em imóveis sem mandado judicial quando houver indícios de risco iminente à vida do animal. Nesses casos, o resgate pode ser feito de forma imediata, garantindo também a responsabilização do agressor.

Além da proteção animal, o procedimento leva em consideração possíveis conexões com outros tipos de violência. A metodologia adota a chamada Teoria do Elo, que associa atos de crueldade contra animais a cenários de violência doméstica e familiar.

Com isso, durante as ações, os policiais também observam a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade como crianças, idosos, mulheres e pessoas com deficiência, e acionam os órgãos competentes sempre que necessário.


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