A votação do projeto de lei que põe fim ao regime da jornada de trabalho 6×1 no Brasil ainda não tem data para acontecer no Senado Federal. Segundo o senador Marcelo Castro (MDB-PI), o entrave acontece em razão da falta de consenso sobre o momento mais oportuno para a análise em plenário.
No entendimento do senador, a matéria merece urgência na tramitação, já que foi aprovada pela Câmara dos Deputados no mês de maio. Por outro lado, o projeto é visto por opositores ao Governo como eleitoreiro e beneficiaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição.
“A questão é se isso deve ser votado antes da eleição para surtir algum efeito eleitoral ou se deve ser votado depois da eleição. Eu acho que é uma pauta tão importante e isso vem sendo trabalhado há tanto tempo que já passou da hora”, destacou.
Na época em que o texto chegou ao Senado, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou que a proposta deveria ser analisada com maior cautela. A previsão é que o projeto só volte à discussão no Congresso após o recesso parlamentar de julho.
Na avaliação de Marcelo Castro, a situação não é vista como “má vontade” do presidente em não acelerar a tramitação. O senador afirmou que o encaminhamento dos projetos no Congresso é uma prerrogativa do presidente do Senado.
“Eu não diria que seria uma má vontade. É uma avaliação que a gente está fazendo. Ele é o dono da pauta e tem o poder de pautar ou não as matérias. Ele faz a todo instante juízo de conveniência e de oportunidade, e a gente tem que respeitar a decisão dele. Agora, todos nós estamos trabalhando para que essa pauta seja votada o mais rápido possível”, concluiu.
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