17 de julho de 2026

Justiça mantém preso dono do DF Group e outros oito investigados

A decisão foi tomada após a defesa informar que havia apresentado pedido de habeas corpus.

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Foto: colagem / reprodução

A Justiça do Piauí converteu, nesta sexta-feira (17), a prisão temporária de Douglas Fonseca Araújo, dono da DF Group, em prisão preventiva. A decisão foi tomada após a defesa informar que havia apresentado pedido de habeas corpus.

Inicialmente, os advogados do empresário afirmaram que ele seria solto. No entanto, com a nova decisão judicial, Douglas Fonseca seguirá preso.

A informação foi repassada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). O grupo é investigado por suspeita de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

A Justiça também decretou a prisão preventiva de outro investigado, que segue foragido.

Com a decisão, permanecem presos Douglas Fonseca Araújo, Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu.

Também foi decretada a prisão preventiva de Tharsio Moura Soares de Gusmão, que segue foragido.

Na mesma decisão, a Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão para Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo, conforme previsto no Código de Processo Penal.

As investigações continuam para identificar todas as circunstâncias dos fatos, localizar outros possíveis envolvidos e vítimas, além de garantir a responsabilização dos autores.

Alegação da defesa

A defesa do grupo DF Trader afirmou, em nota divulgada na quarta-feira (15), que o bloqueio de contas, ativos financeiros e a suspensão das atividades da empresa têm impedido qualquer tentativa de reorganização operacional e de pagamento a investidores que aguardam ressarcimento.

Os advogados informaram ainda que a empresa está impossibilitada de movimentar recursos ou realizar pagamentos devido às medidas cautelares determinadas pela Justiça durante as investigações.

Segundo a defesa, além do bloqueio de bens e contas bancárias, foram determinadas prisões temporárias de investigados e apreensão de documentos e equipamentos da empresa.

“A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário”, diz trecho da nota.

Recomendação da PC-PI

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, orienta que pessoas que se consideram vítimas da empresa DF Trader preencham um formulário disponibilizado pela instituição de forma online.

Clique aqui para ter acesso ao formulário.

A empresa é investigada por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, o preenchimento do formulário é necessário para individualizar cada caso, identificar os prejuízos sofridos pelas vítimas e garantir o andamento da investigação.

Após preencher as informações solicitadas, a vítima deve assinar o documento eletronicamente por meio da conta Gov.br e encaminhá-lo conforme as orientações disponíveis no próprio formulário.

As informações enviadas serão anexadas ao Inquérito Policial nº 7782/2026, que apura os fatos relacionados à DF Trader. A investigação é conduzida pela delegada Marcela Sampaio, titular da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCOTERC).

A Polícia Civil informou ainda que adota medidas legais para identificar, localizar e preservar eventual patrimônio dos investigados, com o objetivo de garantir a efetividade de futuras decisões judiciais.

O órgão também esclareceu que o ressarcimento das vítimas não ocorre durante a fase do inquérito policial. A reparação dos prejuízos depende da conclusão da investigação, do andamento do processo judicial e de decisões do Poder Judiciário.


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