27 de julho de 2026

Saiba como agir ao sofrer uma queimadura provocada por potó; período requer atenção

Pequeno inseto comum no Piauí libera uma toxina que causa ardência, vermelhidão e bolhas

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Potó. (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

O aumento dos casos de queimaduras causadas pelo potó tem acendido um alerta no Piauí neste período mais quente e seco do ano. Apesar do tamanho pequeno, o inseto pode provocar lesões dolorosas na pele, com vermelhidão intensa, ardência, coceira e até bolhas semelhantes a queimaduras de segundo grau.

Segundo o dermatologista James Lima, o problema não é causado por picada ou urina do inseto, como muitas pessoas acreditam. As lesões surgem quando o potó é esmagado contra a pele e libera uma toxina presente em seu organismo.

“É comum ouvir as pessoas falarem da urina do potó, mas isso não existe. O que acontece é a liberação de uma toxina quando ele se sente ameaçado ou é esmagado contra a pele”, explicou o médico.

Médico dermatologista James Lima. (Foto: Carlienne Carpaso)

As queimaduras podem surgir em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com o inseto, incluindo olhos, boca e couro cabeludo. Áreas de dobras, como pescoço, axilas e braços, costumam ser especialmente afetadas.

As reações costumam começar com ardência e vermelhidão, evoluindo para bolhas e feridas que podem permanecer por vários dias. Em situações mais graves, principalmente quando há manipulação inadequada da lesão, podem ocorrer complicações e infecções secundárias.

Crianças, idosos e pessoas que já possuem doenças de pele exigem atenção especial.

“Quem já tem dermatites ou problemas na barreira de proteção da pele pode apresentar quadros mais intensos e complicações maiores”, alertou James Lima.

O QUE FAZER APÓS CONTATO?

Ao perceber a presença do inseto sobre a pele, a recomendação é não esmagá-lo. O ideal é removê-lo cuidadosamente com um papel ou outro objeto que evite o contato direto.

Caso a toxina já tenha entrado em contato com a pele, a orientação é lavar imediatamente a região com água e sabão. O dermatologista também faz um alerta para evitar receitas caseiras.

“Muitas vezes a lesão inicial piora porque a pessoa aplica álcool, pasta de dente, ervas ou outras substâncias. Isso pode causar uma nova dermatite e agravar o quadro”, explicou.

Entre os cuidados recomendados estão:

  • Lavar a área afetada com água e sabão;
  • Manter a pele hidratada;
  • Não estourar as bolhas;
  • Evitar exposição ao sol;
  • Procurar avaliação médica quando houver lesões extensas ou sinais de infecção.

COMO EVITAR O APARECIMENTO DO POTÓ

O inseto costuma surgir com mais frequência após o período de chuvas, quando as temperaturas começam a aumentar.

Para reduzir os riscos, os especialistas recomendam:

  • Verificar camas, cobertores e almofadas antes de dormir;
  • Remover o inseto sem esmagá-lo quando for encontrado.

Embora a maioria dos casos evolua bem e cicatrize em cerca de dez dias, o médico reforça que as queimaduras provocadas pelo potó não devem ser ignoradas.

“Na maioria das vezes são lesões leves, mas elas podem deixar manchas e, em alguns casos, evoluir para queimaduras mais profundas e complicações importantes”, concluiu.


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