
O coronel Egídio Nóbrega de Carvalho Leite foi nomeado corregedor do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBMEPI), tornando-se o primeiro ocupante do cargo em mais de 80 anos de história da corporação. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (23).
A Corregedoria do CBMEPI foi criada em junho deste ano e passa a ser responsável pela padronização dos procedimentos de Polícia Judiciária Militar, pelo controle interno e pelo acompanhamento de processos disciplinares envolvendo bombeiros militares.
Entre as atribuições do novo órgão está a implantação de Conselhos de Justiça específicos para o julgamento de bombeiros militares na Justiça Militar Estadual.
Com a medida, oficiais da ativa do Corpo de Bombeiros passarão a integrar esses colegiados, em uma iniciativa que busca reforçar a autonomia da corporação e preservar os princípios da hierarquia e da disciplina.
A criação da Corregedoria ocorreu mais de 20 anos após a publicação da Lei Estadual nº 5.276/2002, que desvinculou o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Piauí e determinou a criação de uma estrutura própria de corregedoria.
A medida também foi adotada cerca de quatro meses após uma recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).
Após recomendação
Em fevereiro deste ano, a 9ª Promotoria de Justiça de Teresina recomendou ao comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí a adoção das providências necessárias para a criação da Corregedoria da corporação e para a elaboração dos atos normativos destinados à sua implantação.
O Ministério Público também recomendou a criação de Conselhos de Justiça próprios para o processamento e julgamento de bombeiros militares, com a participação de oficiais do CBMEPI, nos mesmos moldes do que já ocorre na Polícia Militar do Piauí.
Na recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Assuero Stevenson, o MPPI destacou que a Lei Estadual nº 5.276/2002 estabelecia prazo de 120 dias para o envio dos projetos de lei necessários à criação da Corregedoria, determinação que ainda não havia sido cumprida.
À época, o promotor argumentou que a implantação do órgão permitiria que os processos administrativos disciplinares fossem conduzidos pela própria corporação, assegurando maior observância aos princípios da legalidade, da hierarquia e da disciplina.
A portaria que nomeou o coronel Egídio Leite entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado.
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